Bolsistas

Eles chegaram aqui não só pela inteligência e estudo mas porque ousaram. Conviveram com risco, incerteza e acaso. São forjados na adversidade.

São politécnicos fortes, valentes.

Arthur Ventura Martins Leão

Elétrica-Poli

Ver seu nome na lista de aprovados na Fuvest é algo surreal. Assim que vi o meu, percebi que estava ali o fruto de um trabalho do qual me orgulho muito. Sou do interior de Sergipe e, assim que adquiri idade suficiente, comecei a estudar na capital, indo e voltando todos os dias. Para custear meus estudos, ministrava aulas particulares. Não foi fácil conciliar estudos e trabalho. Assim, planejava continuar trabalhando quando chegasse a São Paulo. Felizmente, a bolsa AEP me possibilita dedicação a graduação e a atividades complementares à minha formação como Engenheiro em uma Escola de excelência.

Caio Cesar Marques Pereira de Alcantara

Bolsista da AEP

Oriundo de uma família de origem humilde, fui o primeiro de minha família a ingressar no ensino superior, motivado por um anseio de destacar-me frente ao espetáculo social de tempos hodiernos. Há de se dizer que a vida não se segue de forma linear (estas palavras são mais profundas do que uma simples anedota pode contar, cabe a reflexão à leitor@), para uma pessoa de origem humilde cujos pai e mãe (entre outros familiares próximos) não tiveram acesso ao ensino crítico-emancipatório (mal quase tiveram acesso ao ensino) esta frase torna-se praticamente uma Lei universal.

Já tive vários empregos informais, entre estes, já fui estoquista, recepcionista, officeboy, vendedor de perfumes – porta em porta-, vendedor de salgados (já na EP), plantonista de matemática, de física e de química, professor de matemática, corretor de redação, etc. E também já fui empregado formal como professor de matemática enquanto já estudava na Poli.
Saí do ensino médio sem saber muito como somar frações e, devido àquele meu anseio, entrei em um cursinho quase que popular. E lá começou o despertar de minha consciência já aos 17 anos de idade. Eu devo tudo o que sou àquilo que me foi negado, ao meu sofrimento, à minha capacidade de reflexão, à minha perseverança e, principalmente, à sorte que tive.
Hoje eu sei mais do que Cálculo Complexo Integral Diferencial Vetorial, mais do que Topologia em Análise Tensorial, mais do que Física de Plasmas e Fusão Nuclear Termocontrolada, mais do que Processos Estocásticos, mais do que a conjectura de um Modelamento de Portifólio em Mercado de Ações. Hoje eu adquiri as faculdades intelectuais e filosóficas suficientes para perceber onde pode estar a melhor relação de compromisso entre ato de viver e a qualidade de vida. Sou muito grato à toda esta construção das sociedades humanas (a universidade) e, em especial, à toda a sociedade que paga o ICMS que mantém tudo isto vivo.
Gostaria eu de dedicar o último parágrafo à AEP, pois é graças à ajuda financeira da AEP que eu consigo dedicar-me integralmente à vida acadêmica (cumprindo assim com minha função social: aluno universitário); não precisando, pois, de trabalhar para ajudar minha mãe (meu pai é falecido) e a mim próprio no que concerne às necessidades mais primaciais de um ser humano inserido em uma sociedade contemporânea (água, luz, transporte, comida, etc.).

Luana de Jesus Pereira

Quarto ano Engenharia Quimica Poli-USP

Graduanda em Engenharia Química pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo – EPUSP – (2018). Bolsista da AEP desde 2012. Experiência internacional na ChimieParisTech e diploma de mestrado de materiais na Ecole des Ponts ParisTech ambos em Paris, France. 1 ano de experiencia profissional internacional em Centros de pesquisa de materiais de construcao civil, 5 meses na Saint Gobain, Paris e 6 meses na LafargeHolcim, Lyon, France. Apaixonada por viagens e idiomas, experiencias na China, Russia, paises da America do Sul e da Europa.

Sempre acreditei no poder que a technologia tem para mudar a vida das pessoas e por isso escolhi a Engenharia como profissao, nasci em uma familia pobre de Belo Horizonte e morei a vida toda em favela, por isso meu caminho nao foi direto e é um pouco incomum. Depois de realizar um ensino médio em escola técnica, CEFET-MG, passei num concurso da Petrobras e trabalhei como técnica de operacoes quimicas na refinaria durante 5 anos. Guardei 100 mil reais e larguei meu emprego para me dedicar ao meu sonho e me mudei para Sao Paulo. Tive a oportunidade de comecar a tao sonhada Engenharia numa Escola renomada , a Escola Politécnica da USP. Em 2015 em cooperacao com a Poli me mudei para Paris para um intercambio numa renomada Escola de Engenharia Quimica. Fiz estagio num laboratorio super bem equipado de materiais para a construcao civil,fui convidada pela equipe desse laboratorio para realizar um mestrado nessa mesma area. Depois no final do mestrado realizei um projeto e lá confirmei como a ciencia aliada a pratica poderia realmente mudar a vida das pessoas, meu projeto era a impressao 3D de estruturas habitacionais. Eu era a responsavel por desenvolver formulas de concretos que seriam utilizados por robos para imprimir estruturas em 24h. Ali ja comecei a imaginar como seria a aplicacao no meu bairro, como poderiamos reurbanizar as favelas do Brasil em menos de um mes. Em setembro estou voltando à USP em me formarei em 2018 , espero aplicar todo o conhecimento que tive nas Escolas Francesas e finalmente impactar positivamente as pessoas como eu fui impactada.

Douglas Luan de Souza

Engenharia de Computação

Natural de uma comunidade rural chamada Formoso em Catuji-MG, já foi lavrador, zelador, vendedor e repositor de mercadorias, professor particular, além de, claro, estudante.
Estudou na escola municipal de sua comunidade, depois na escola estadual da cidade, então na universidade federal da região (UFVJM) e de lá foi para a Universidade de Sydney, na Austrália.
Hoje realiza mais um sonho, estuda na POLI-USP, onde também desenvolveu um sistema de informação e dois aplicativos mobile pela Poli Júnior.

Douglas Carvalho Ramos

Estudante de Engenharia Elétrica

Formado em Técnico em Automação e Controle, abdiquei de um emprego imediato na área para poder realizar meu sonho: cursar Engenharia Elétrica na Escola Politécnica – USP. E consegui! Com muita dedicação, saí da minha cidade natal, Salvador-BA e vim estudar na Poli. Porém dada essa grande oportunidade, vieram também as dificuldade de morar sozinho e longe da família.
A Poli sendo uma escola de curso integral, dificulta que o estudante consiga trabalho em turno oposto. Porém, com o apoio da AEP, eu consigo focar nos meus estudos e não me preocupar tanto com problemas financeiros. Dessa maneira, estou conseguindo levar o curso de maneira saudável e produtiva aproveitando também atividades extracurriculares que a escola oferece. A exemplo, atualmente faço pesquisa na área de Realidade Virtual e nas horas vagas gosto de praticar esportes no CEPE. E para relaxar um pouco ao fim do dia, um pouco do som do meu violão!

Fabio Henrique Lima Pimentel Silva

Bolsista da AEP

Estudante do 4º ano de Engenharia Elétrica com ênfase em Controle e Automação da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, capitão do Protótipo a Gasolina da Equipe de eficiência energética em Polimilhagem. Formado técnico em eletrônica em 2011 na Etec.
Sempre estudei em escola pública, chegar a estudar na Escola Politécnica da USP, foi uma conquista muito importante pra mim e só foi e é possível continuar estudando graça ao auxilio da AEP, principalmente. Sem ela não teria condições de me dedicar ao curso e me manter nele.

Gabriel Lubiato Reis

Bolsista da AEP

Morei a vida inteira em um bairro da periferia da zona leste de São Paulo, onde cresci com meus dois irmãos e minha mãe. Meu pai morreu quando eu tinha três anos de idade, o que trouxe muitas dificuldades para minha família .Estudei o ensino fundamental inteiro em uma escola municipal, onde a maioria dos professores eram indiferentes aos alunos.
Apesar desse cenário desfavorável, sempre tive esperança de conseguir fazer o ensino médio em uma boa escola técnica, e foi essa esperança que me permitiu ingressar no IFSP. Lá, fiquei bem frustrado com o curso pois, no ano em que entrei, ele foi reestruturado de uma forma horrível, e o ensino deixou muito a desejar. Tive de fazer um ano de curso preparatório para vestibular, o que só foi possível graças a bolsa que consegui e a uma tia que pagou para mim.
Quando entrei na POLI, estava bem receoso quanto a problemas financeiros, pois a renda da minha mãe estava mais baixa que o normal.
Graças a bolsa da AEP, estes problemas foram atenuados, e agora posso me dedicar ao máximo aos estudos.

Giovane Tesser Messias

Estudante de Engenharia Civil

Nasci na pequena cidade de Vargem Grande do Sul, localizada no interior do estado de São Paulo. No início da minha infância, eu me mudei para Campinas e comecei os meus estudos em uma escola na periferia da cidade, apesar do ambiente ser péssimo e os recursos escassos, eu sempre tive um grande interesse por física, matemática, química e computação.
As coisas começaram a mudar em 2014, quando meus pais me ajudaram a entrar para o Colégio Técnico da Unicamp, uma unidade de ensino excelente, porém era muito distante da minha casa.
Tudo ficou mais difícil quando meus pais precisaram se mudar de Campinas e irem para Osasco. Eu permaneci em Campinas, morando com meus avós, com o objetivo de concluir o Ensino Médio e me formar em Técnico em Mecatrônica. Isso levaria mais um ano e meio.
Estudei muito durante esse tempo, especialmente no meu Terceiro Ano, onde eu terminei o Ensino Médio, o Ensino Técnico e estudei pro Vestibular da USP, tudo ao mesmo tempo. Quando prestei o vestibular já tinha em mente a carreira que eu queria, Engenharia Civil!
Foi no início de 2017 quando recebi a notícia da minha aprovação na FUVEST, conseguindo tal feito aos 17 anos, na primeira tentativa e estudando por conta própria, sem fazer cursinho. Após isso, eu me mudei para Osasco, me reunindo com minha família e iniciei os meus estudos na Escola Politécnica, com grande animação. A AEP me ajudou bastante quando cheguei e agora sinto que tenho um futuro muito brilhante!

Hericlis Lima dos Santos

Bolsista da AEP

Sou Hericlis Lima dos Santos, vim do interior do Ceará. Desde sempre gostei de Matemática, Física e Química. Não sabia exatamente o curso que faria, mas sabia que, com certeza, seria algo que tivesse conexões com tais matérias. Passei a me interessar pela USP quando, no Ensino Médio, via que os autores da maioria de meus livros didáticos eram oriundos daqui, e isso me intrigava muito, pois sempre tive curiosidade o porquê disso, – até então eu não sabia muito sobre a Universidade. Nesse período, tive dois professores que admirava muito e que me marcaram profundamente, pois via neles o amor pelo que faziam, isso me motivava a ser um aluno melhor, a aprender mais, a buscar mais, e, além disso, a perseguir aquilo que me fizesse ter esse mesmo amor. Ao cabo do meu Ensino Médio, acabei sendo aprovado em Direito na UFRJ, mas já estava decidido que entraria na USP. No ano subsequente, 2014, consegui uma bolsa integral no cursinho da escola Farias Brito, na capital, Fortaleza. Foi um ano muito difícil na minha vida, mas também foi um ano de muito crescimento e aprendizado, consegui obter uma base forte em todas as matérias, coisa que não tinha, já que, desde sempre, estudei em escolas públicas. Vim à São Paulo e prestei pela primeira vez o vestibular da Fuvest, fui aprovado na primeira fase, mas não na segunda, porém estava decidido a entrar, e ano seguinte, 2015, decidi estudar em casa e aperfeiçoar o que já sabia e reparar algumas arestas do que não tinha aprendido completamente. E assim fiz e fui aprovado. Foi um dos dias mais felizes da minha vida, tanto para mim quanto para meus pais, que sempre me apoiaram e me ajudaram em tudo, eles que, pela vida que tiveram, não puderam usufruir das mesmas oportunidades que eles me proporcionaram. Eles que, além de mim, foram umas das minhas maiores motivação e inspiração. Atualmente, faço o segundo ano do curso Engenharia de Minas, estou gostando muito da área, penso em atuar nela, mas também tenho planos de atuar tanto no mercado financeiro quanto em consultoria. Com certeza, se tivesse uma oportunidade em tais áreas, exerceria com muito apreço e empenho.

Jefferson Pequeno da Silva

Bolsista da AEP

Natural de São Sebastião do Paraíso-MG, aluno de escola pública, ingressou direto no ano de 2012 em Engenharia Ambiental. Trabalhou como estagiário um ano na Sabesp, foi monitor das disciplinas de estatística, hidrologia e análise de sistemas ambientais. Tem forte interesse nas áreas de recursos hídricos e geotecnia.

Jefferson Carvalho Costa

Bolsista da AEP

O caminho de quem busca mudar sua realidade é cheio de percalços, mas enriquecido por eles.
Meus pais possuem origem humilde: ambos, como muitos, retirantes de um Nordeste esquecido. Mas uma coisa sempre foi incentivada por eles: educação. Meu pai, apesar da dificuldade, sempre me incentivou a estudar. Quando criança, meu passatempo favorito com ele era resolver continhas simples que ele se orgulhava de me ver resolver. Continuar estudando foi um desejo que, graças a ele, teve seu efeito. Minha vida foi transformada pela educação. Após um ano de renúncias e persistência que foi o de vestibular, apoiado pelo Cursinho Popular da Poli, obtive uma grande vitória na minha trajetória: fui aprovado no curso de engenharia química da Escola Politécnica da USP. Um sonho concretizado, a realidade já batia a porta. Para me manter num curso exigente como esse, foi essencial a ajuda da AEP, com seu apoio financeiro e agora acadêmico e estrutural, com a presença da mentoria. Graças a eles, um sonho está se concretizando e, com esse suporte, espero ter um efeito multiplicador na vida de outros jovens na mesma situação.

José Glauco da Silva

Bolsista da AEP

Estudante de Engenharia Civil, atual Representante Discente no curso e fazendo pesquisa em construção civil. Sem medo de desafios e encontrar novas possibilidades, já trabalhei no McDonald’s, em empresa de Tecnologia e Agência de Turismo, sempre com caráter multidisciplinar.

Mario Guilherme Batista

Estudante de Engenharia Civil

Apaixonado pelo conhecimento, superou as dificuldades da educação pública e encontrou na Engenharia a inspiração para melhorar o mundo e a história da sua vida.

Mario Augusto Souza Ribeiro

Bolsista da AEP

Meu interesse pela Engenharia Elétrica surgiu quando cursei um ensino técnico em Automação Industrial na Etec Martin Luther King. Estudei em escola pública e lá não havia muitas informações sobre o que era vestibular. Só descobri o que era a Poli no terceiro ano.
Ao terminar os estudos do ensino médio, precisei trabalhar e estudar à noite por 2 anos para conseguir o que então era meu maior objetivo: passar na Poli. Agora, no terceiro ano, venho aproveitando ao máximo o que a Universidade oferece.
Atualmente participo do grupo de extensão de aerodesign: Keep Flying que vem aumentando meu interesse na área aeronáutica.

Marlon Rodrigues Ribeiro de Sousa

Bolsista da AEP

Graduando em engenharia civil pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo – EPUSP – (previsão de formatura 2019). Cursou o ensino básico em escola pública. Estudou para vestibular no Casd Vestibulares, onde após ingressar na Universidade de São Paulo atuou como professor entre 2014 e 2015. Atualmente realiza atividades científicas na área de permeabilidade ao ar de materiais cimentícios.

Renan Felipe Bergamaschi de Morais

Bolsista da AEP

De Bariri para a Poli, venho dessa pequena cidade do interior de São Paulo, sempre aluno de escola pública e com família de baixa renda.

Descobri meu interesse e habilidade com Ciências Exatas no 6ºAno do Ensino Fundamental, quando obtive minha primeira medalha em uma olímpiada de matemática. A partir disso, comecei a estudar por conta própria para tais competições e fazer a iniciação científica junior oferecida pela própria olímpiada, o que possibilitou diversas conquistas, dentre elas um saldo de 20 medalhas nas principais olimpíadas científicas do país(nos campos de Matemática, Física, Astronomia e Geografia) e uma participação na Olimpíada Internacional Rioplatense, selecionado para compor o time paulista no nível Gama, formado por 3 pessoas..
O interesse por engenharia veio logo no começo do Ensino Médio, quando entrei em contato com as várias áreas do conhecimento e me identifiquei com tal. Porém, quis ir mais longe do que as pessoas na minha situação costumam ir, desafiando todos os meus limites para entrar em uma das melhores faculdades de engenharia do Brasil. Enfrentei a falta de recursos para fazer o vestibular, a carência de conteúdo da minha escola em relação ao nível exigido no vestibular,o estranhamento das pessoas em minha cidade, o cansaço de estudar diariamente 5 horas fora da escola. Mas, com o apoio de meus familiares e com minha persistência, fui muito além do que imaginava e obtive a aprovação em 1ºLugar para Engenharia na Poli pela FUVEST.
Apesar de toda luta, ainda precisei lidar com a falta de recursos para frequentar a faculdade, o que só foi possível com o auxílio da USP e da AEP, através das bolsas. Atualmente, sigo meu sonho de me tornar engenheiro, com a mesma determinação e foco que me fizeram chegar até aqui.