Bolsistas

Eles chegaram aqui não só pela inteligência e estudo mas porque ousaram. Conviveram com risco, incerteza e acaso. São forjados na adversidade.

São politécnicos fortes, valentes.

Arthur Ventura Martins Leão

Elétrica-Poli

Ver seu nome na lista de aprovados na Fuvest é algo surreal. Assim que vi o meu, percebi que estava ali o fruto de um trabalho do qual me orgulho muito. Sou do interior de Sergipe e, assim que adquiri idade suficiente, comecei a estudar na capital, indo e voltando todos os dias. Para custear meus estudos, ministrava aulas particulares. Não foi fácil conciliar estudos e trabalho. Assim, planejava continuar trabalhando quando chegasse a São Paulo. Felizmente, a bolsa AEP me possibilita dedicação a graduação e a atividades complementares à minha formação como Engenheiro em uma Escola de excelência.

Caio Cesar Marques Pereira de Alcantara

Bolsista da AEP

Oriundo de uma família de origem humilde, fui o primeiro de minha família a ingressar no ensino superior, motivado por um anseio de destacar-me frente ao espetáculo social de tempos hodiernos. Há de se dizer que a vida não se segue de forma linear (estas palavras são mais profundas do que uma simples anedota pode contar, cabe a reflexão à leitor@), para uma pessoa de origem humilde cujos pai e mãe (entre outros familiares próximos) não tiveram acesso ao ensino crítico-emancipatório (mal quase tiveram acesso ao ensino) esta frase torna-se praticamente uma Lei universal.

Já tive vários empregos informais, entre estes, já fui estoquista, recepcionista, officeboy, vendedor de perfumes – porta em porta-, vendedor de salgados (já na EP), plantonista de matemática, de física e de química, professor de matemática, corretor de redação, etc. E também já fui empregado formal como professor de matemática enquanto já estudava na Poli.
Saí do ensino médio sem saber muito como somar frações e, devido àquele meu anseio, entrei em um cursinho quase que popular. E lá começou o despertar de minha consciência já aos 17 anos de idade. Eu devo tudo o que sou àquilo que me foi negado, ao meu sofrimento, à minha capacidade de reflexão, à minha perseverança e, principalmente, à sorte que tive.
Hoje eu sei mais do que Cálculo Complexo Integral Diferencial Vetorial, mais do que Topologia em Análise Tensorial, mais do que Física de Plasmas e Fusão Nuclear Termocontrolada, mais do que Processos Estocásticos, mais do que a conjectura de um Modelamento de Portifólio em Mercado de Ações. Hoje eu adquiri as faculdades intelectuais e filosóficas suficientes para perceber onde pode estar a melhor relação de compromisso entre ato de viver e a qualidade de vida. Sou muito grato à toda esta construção das sociedades humanas (a universidade) e, em especial, à toda a sociedade que paga o ICMS que mantém tudo isto vivo.
Gostaria eu de dedicar o último parágrafo à AEP, pois é graças à ajuda financeira da AEP que eu consigo dedicar-me integralmente à vida acadêmica (cumprindo assim com minha função social: aluno universitário); não precisando, pois, de trabalhar para ajudar minha mãe (meu pai é falecido) e a mim próprio no que concerne às necessidades mais primaciais de um ser humano inserido em uma sociedade contemporânea (água, luz, transporte, comida, etc.).

Luana de Jesus Pereira

Quarto ano Engenharia Quimica Poli-USP

Graduanda em Engenharia Química pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo – EPUSP – (2018). Bolsista da AEP desde 2012. Experiência internacional na ChimieParisTech e diploma de mestrado de materiais na Ecole des Ponts ParisTech ambos em Paris, France. 1 ano de experiencia profissional internacional em Centros de pesquisa de materiais de construcao civil, 5 meses na Saint Gobain, Paris e 6 meses na LafargeHolcim, Lyon, France. Apaixonada por viagens e idiomas, experiencias na China, Russia, paises da America do Sul e da Europa.

Sempre acreditei no poder que a technologia tem para mudar a vida das pessoas e por isso escolhi a Engenharia como profissao, nasci em uma familia pobre de Belo Horizonte e morei a vida toda em favela, por isso meu caminho nao foi direto e é um pouco incomum. Depois de realizar um ensino médio em escola técnica, CEFET-MG, passei num concurso da Petrobras e trabalhei como técnica de operacoes quimicas na refinaria durante 5 anos. Guardei 100 mil reais e larguei meu emprego para me dedicar ao meu sonho e me mudei para Sao Paulo. Tive a oportunidade de comecar a tao sonhada Engenharia numa Escola renomada , a Escola Politécnica da USP. Em 2015 em cooperacao com a Poli me mudei para Paris para um intercambio numa renomada Escola de Engenharia Quimica. Fiz estagio num laboratorio super bem equipado de materiais para a construcao civil,fui convidada pela equipe desse laboratorio para realizar um mestrado nessa mesma area. Depois no final do mestrado realizei um projeto e lá confirmei como a ciencia aliada a pratica poderia realmente mudar a vida das pessoas, meu projeto era a impressao 3D de estruturas habitacionais. Eu era a responsavel por desenvolver formulas de concretos que seriam utilizados por robos para imprimir estruturas em 24h. Ali ja comecei a imaginar como seria a aplicacao no meu bairro, como poderiamos reurbanizar as favelas do Brasil em menos de um mes. Em setembro estou voltando à USP em me formarei em 2018 , espero aplicar todo o conhecimento que tive nas Escolas Francesas e finalmente impactar positivamente as pessoas como eu fui impactada.

Douglas Luan de Souza

Engenharia de Computação

Natural de uma comunidade rural chamada Formoso em Catuji-MG, já foi lavrador, zelador, vendedor e repositor de mercadorias, professor particular, além de, claro, estudante.
Estudou na escola municipal de sua comunidade, depois na escola estadual da cidade, então na universidade federal da região (UFVJM) e de lá foi para a Universidade de Sydney, na Austrália.
Hoje realiza mais um sonho, estuda na POLI-USP, onde também desenvolveu um sistema de informação e dois aplicativos mobile pela Poli Júnior.

Douglas Carvalho Ramos

Estudante de Engenharia Elétrica

Formado em Técnico em Automação e Controle, abdiquei de um emprego imediato na área para poder realizar meu sonho: cursar Engenharia Elétrica na Escola Politécnica – USP. E consegui! Com muita dedicação, saí da minha cidade natal, Salvador-BA e vim estudar na Poli. Porém dada essa grande oportunidade, vieram também as dificuldade de morar sozinho e longe da família.
A Poli sendo uma escola de curso integral, dificulta que o estudante consiga trabalho em turno oposto. Porém, com o apoio da AEP, eu consigo focar nos meus estudos e não me preocupar tanto com problemas financeiros. Dessa maneira, estou conseguindo levar o curso de maneira saudável e produtiva aproveitando também atividades extracurriculares que a escola oferece. A exemplo, atualmente faço pesquisa na área de Realidade Virtual e nas horas vagas gosto de praticar esportes no CEPE. E para relaxar um pouco ao fim do dia, um pouco do som do meu violão!

Fabio Henrique Lima Pimentel Silva

Bolsista da AEP

Estudante do 4º ano de Engenharia Elétrica com ênfase em Controle e Automação da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, capitão do Protótipo a Gasolina da Equipe de eficiência energética em Polimilhagem. Formado técnico em eletrônica em 2011 na Etec.
Sempre estudei em escola pública, chegar a estudar na Escola Politécnica da USP, foi uma conquista muito importante pra mim e só foi e é possível continuar estudando graça ao auxilio da AEP, principalmente. Sem ela não teria condições de me dedicar ao curso e me manter nele.

Gabriel Lubiato Reis

Bolsista da AEP

Morei a vida inteira em um bairro da periferia da zona leste de São Paulo, onde cresci com meus dois irmãos e minha mãe. Meu pai morreu quando eu tinha três anos de idade, o que trouxe muitas dificuldades para minha família .Estudei o ensino fundamental inteiro em uma escola municipal, onde a maioria dos professores eram indiferentes aos alunos.
Apesar desse cenário desfavorável, sempre tive esperança de conseguir fazer o ensino médio em uma boa escola técnica, e foi essa esperança que me permitiu ingressar no IFSP. Lá, fiquei bem frustrado com o curso pois, no ano em que entrei, ele foi reestruturado de uma forma horrível, e o ensino deixou muito a desejar. Tive de fazer um ano de curso preparatório para vestibular, o que só foi possível graças a bolsa que consegui e a uma tia que pagou para mim.
Quando entrei na POLI, estava bem receoso quanto a problemas financeiros, pois a renda da minha mãe estava mais baixa que o normal.
Graças a bolsa da AEP, estes problemas foram atenuados, e agora posso me dedicar ao máximo aos estudos.

Giovane Tesser Messias

Estudante de Engenharia Civil

Nasci na pequena cidade de Vargem Grande do Sul, localizada no interior do estado de São Paulo. No início da minha infância, eu me mudei para Campinas e comecei os meus estudos em uma escola na periferia da cidade, apesar do ambiente ser péssimo e os recursos escassos, eu sempre tive um grande interesse por física, matemática, química e computação.
As coisas começaram a mudar em 2014, quando meus pais me ajudaram a entrar para o Colégio Técnico da Unicamp, uma unidade de ensino excelente, porém era muito distante da minha casa.
Tudo ficou mais difícil quando meus pais precisaram se mudar de Campinas e irem para Osasco. Eu permaneci em Campinas, morando com meus avós, com o objetivo de concluir o Ensino Médio e me formar em Técnico em Mecatrônica. Isso levaria mais um ano e meio.
Estudei muito durante esse tempo, especialmente no meu Terceiro Ano, onde eu terminei o Ensino Médio, o Ensino Técnico e estudei pro Vestibular da USP, tudo ao mesmo tempo. Quando prestei o vestibular já tinha em mente a carreira que eu queria, Engenharia Civil!
Foi no início de 2017 quando recebi a notícia da minha aprovação na FUVEST, conseguindo tal feito aos 17 anos, na primeira tentativa e estudando por conta própria, sem fazer cursinho. Após isso, eu me mudei para Osasco, me reunindo com minha família e iniciei os meus estudos na Escola Politécnica, com grande animação. A AEP me ajudou bastante quando cheguei e agora sinto que tenho um futuro muito brilhante!

Hericlis Lima dos Santos

Bolsista da AEP

Sou Hericlis Lima dos Santos, vim do interior do Ceará. Desde sempre gostei de Matemática, Física e Química. Não sabia exatamente o curso que faria, mas sabia que, com certeza, seria algo que tivesse conexões com tais matérias. Passei a me interessar pela USP quando, no Ensino Médio, via que os autores da maioria de meus livros didáticos eram oriundos daqui, e isso me intrigava muito, pois sempre tive curiosidade o porquê disso, – até então eu não sabia muito sobre a Universidade. Nesse período, tive dois professores que admirava muito e que me marcaram profundamente, pois via neles o amor pelo que faziam, isso me motivava a ser um aluno melhor, a aprender mais, a buscar mais, e, além disso, a perseguir aquilo que me fizesse ter esse mesmo amor. Ao cabo do meu Ensino Médio, acabei sendo aprovado em Direito na UFRJ, mas já estava decidido que entraria na USP. No ano subsequente, 2014, consegui uma bolsa integral no cursinho da escola Farias Brito, na capital, Fortaleza. Foi um ano muito difícil na minha vida, mas também foi um ano de muito crescimento e aprendizado, consegui obter uma base forte em todas as matérias, coisa que não tinha, já que, desde sempre, estudei em escolas públicas. Vim à São Paulo e prestei pela primeira vez o vestibular da Fuvest, fui aprovado na primeira fase, mas não na segunda, porém estava decidido a entrar, e ano seguinte, 2015, decidi estudar em casa e aperfeiçoar o que já sabia e reparar algumas arestas do que não tinha aprendido completamente. E assim fiz e fui aprovado. Foi um dos dias mais felizes da minha vida, tanto para mim quanto para meus pais, que sempre me apoiaram e me ajudaram em tudo, eles que, pela vida que tiveram, não puderam usufruir das mesmas oportunidades que eles me proporcionaram. Eles que, além de mim, foram umas das minhas maiores motivação e inspiração. Atualmente, faço o segundo ano do curso Engenharia de Minas, estou gostando muito da área, penso em atuar nela, mas também tenho planos de atuar tanto no mercado financeiro quanto em consultoria. Com certeza, se tivesse uma oportunidade em tais áreas, exerceria com muito apreço e empenho.

Jefferson Pequeno da Silva

Bolsista da AEP

Natural de São Sebastião do Paraíso-MG, aluno de escola pública, ingressou direto no ano de 2012 em Engenharia Ambiental. Trabalhou como estagiário um ano na Sabesp, foi monitor das disciplinas de estatística, hidrologia e análise de sistemas ambientais. Tem forte interesse nas áreas de recursos hídricos e geotecnia.

Jefferson Carvalho Costa

Bolsista da AEP

O caminho de quem busca mudar sua realidade é cheio de percalços, mas enriquecido por eles.
Meus pais possuem origem humilde: ambos, como muitos, retirantes de um Nordeste esquecido. Mas uma coisa sempre foi incentivada por eles: educação. Meu pai, apesar da dificuldade, sempre me incentivou a estudar. Quando criança, meu passatempo favorito com ele era resolver continhas simples que ele se orgulhava de me ver resolver. Continuar estudando foi um desejo que, graças a ele, teve seu efeito. Minha vida foi transformada pela educação. Após um ano de renúncias e persistência que foi o de vestibular, apoiado pelo Cursinho Popular da Poli, obtive uma grande vitória na minha trajetória: fui aprovado no curso de engenharia química da Escola Politécnica da USP. Um sonho concretizado, a realidade já batia a porta. Para me manter num curso exigente como esse, foi essencial a ajuda da AEP, com seu apoio financeiro e agora acadêmico e estrutural, com a presença da mentoria. Graças a eles, um sonho está se concretizando e, com esse suporte, espero ter um efeito multiplicador na vida de outros jovens na mesma situação.

José Glauco da Silva

Bolsista da AEP

Estudante de Engenharia Civil, atual Representante Discente no curso e fazendo pesquisa em construção civil. Sem medo de desafios e encontrar novas possibilidades, já trabalhei no McDonald’s, em empresa de Tecnologia e Agência de Turismo, sempre com caráter multidisciplinar.

Mario Guilherme Batista

Estudante de Engenharia Civil

Apaixonado pelo conhecimento, superou as dificuldades da educação pública e encontrou na Engenharia a inspiração para melhorar o mundo e a história da sua vida.

Mario Augusto Souza Ribeiro

Bolsista da AEP

Meu interesse pela Engenharia Elétrica surgiu quando cursei um ensino técnico em Automação Industrial na Etec Martin Luther King. Estudei em escola pública e lá não havia muitas informações sobre o que era vestibular. Só descobri o que era a Poli no terceiro ano.
Ao terminar os estudos do ensino médio, precisei trabalhar e estudar à noite por 2 anos para conseguir o que então era meu maior objetivo: passar na Poli. Agora, no terceiro ano, venho aproveitando ao máximo o que a Universidade oferece.
Atualmente participo do grupo de extensão de aerodesign: Keep Flying que vem aumentando meu interesse na área aeronáutica.

Marlon Rodrigues Ribeiro de Sousa

Bolsista da AEP

Graduando em engenharia civil pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo – EPUSP – (previsão de formatura 2019). Cursou o ensino básico em escola pública. Estudou para vestibular no Casd Vestibulares, onde após ingressar na Universidade de São Paulo atuou como professor entre 2014 e 2015. Atualmente realiza atividades científicas na área de permeabilidade ao ar de materiais cimentícios.

Renan Felipe Bergamaschi de Morais

Bolsista da AEP

De Bariri para a Poli, venho dessa pequena cidade do interior de São Paulo, sempre aluno de escola pública e com família de baixa renda.

Descobri meu interesse e habilidade com Ciências Exatas no 6ºAno do Ensino Fundamental, quando obtive minha primeira medalha em uma olímpiada de matemática. A partir disso, comecei a estudar por conta própria para tais competições e fazer a iniciação científica junior oferecida pela própria olímpiada, o que possibilitou diversas conquistas, dentre elas um saldo de 20 medalhas nas principais olimpíadas científicas do país(nos campos de Matemática, Física, Astronomia e Geografia) e uma participação na Olimpíada Internacional Rioplatense, selecionado para compor o time paulista no nível Gama, formado por 3 pessoas..
O interesse por engenharia veio logo no começo do Ensino Médio, quando entrei em contato com as várias áreas do conhecimento e me identifiquei com tal. Porém, quis ir mais longe do que as pessoas na minha situação costumam ir, desafiando todos os meus limites para entrar em uma das melhores faculdades de engenharia do Brasil. Enfrentei a falta de recursos para fazer o vestibular, a carência de conteúdo da minha escola em relação ao nível exigido no vestibular,o estranhamento das pessoas em minha cidade, o cansaço de estudar diariamente 5 horas fora da escola. Mas, com o apoio de meus familiares e com minha persistência, fui muito além do que imaginava e obtive a aprovação em 1ºLugar para Engenharia na Poli pela FUVEST.
Apesar de toda luta, ainda precisei lidar com a falta de recursos para frequentar a faculdade, o que só foi possível com o auxílio da USP e da AEP, através das bolsas. Atualmente, sigo meu sonho de me tornar engenheiro, com a mesma determinação e foco que me fizeram chegar até aqui.

Christian de Nazareth Teixeira

Estudante de Engenharia Civil

Desde pequeno sonho em estudar engenharia, mas cursando o fundamental em escola pública isso parecia cada vez mais distante. Sempre gostei de estudar, então entrei em um cursinho preparatório e consegui aprovação com bolsa 100% no curso técnico de edificações integrado ao médio , sentia que estava cada vez mais próximo da engenharia. Lá tive contato com diversos profissionais e professores da área e deles tive a influência por optar pela Poli, e por essa opção fiz cursinho pré-vestibular e hoje sou aluno do primeiro ano de engenharia civil da Escola Politécnica da USP. Um sonho que se realiza, graças aos apoios que tive durante a vida de amigos, professores e principalmente de familiares. Agora, contar com o apoio da Universidade se torna algo fundamental para uma boa estadia na faculdade.

 

Emerson Santos

Estudante de Engenharia Elétrica – Energia e Automação

Nascido em Santa Luzia- MG, estudou sempre em escolas públicas. Fez curso Técnico em Eletrotécnica com bolsa e trabalhou como eletricista por quase um ano antes de iniciar seus estudos na Universidade Federal de São João Del Rei-UFSJ em Minas Gerais. De lá foi para Ruhr Universität Bochum -Alemanha em intercâmbio acadêmico. Se transferiu para a USP onde cursa Eng. Elétrica com ênfase em Energia e Automação, onde tem a oportunidade única de estudar. Hoje, com bolsa da AEP, é possível a continuidade de seus estudos.

Felipe Hiroshi Mashiba

Estudante de Engenharia Elétrica

Estudante do 2º ano do curso de Engenharia Elétrica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Formado no curso técnico integrado ao ensino médio no IFSP – Campus São Paulo na área de eletrônica.
Necessitei de auxílio desde que o meu pai foi desempregado em setembro de 2017, que foi o único da família que tava trabalhando. Felizmente, minha irmã conseguiu um emprego na própria USP neste ano, porém não o suficiente para sustentar a família de cinco pessoas. Comecei neste ano o Projeto Retribua e estou esperançoso que me ajude de forma não só financeira, mas também social e acadêmica. Obrigado.

Leonardo Doin

Bolsista da AEP

Estudante do 5o ano de engenharia elétrica com ênfase em sistemas eletrônicos pela EPUSP. Cresci e me formei no ensino médio no litoral norte de São Paulo, em São Sebastião. Fui aluno de escola pública durante todo o ensino fundamental e bolsista por mérito acadêmico em um colégio particular durante o ensino médio. Antes de ingressar na POLI tralhei como designer gráfico e representante comercial para uma empresa de fotografia em eventos sociais. Após isso ainda trabalhei como professor plantonista no colégio Poliedro e só então prestei a fuvest e ingressei na POLI em 2013. Durante a faculdade continuei trabalhando e inclusive dei aulas no cursinho da poli, um cursinho gratuito para alunos de baixa renda. De 2015 a 2018 fiz uma dupla formação na França (Centrale Supelec) e retornei para completar minha formação até o primeiro semestre de 2019. A bolsa a AEP foi e está sendo imprescindível para a manutenção dos meus bons resultados acadêmicos e da minha previsão de formação sem atrasos.

 

Lucas José Martins de Lara

Bolsista da AEP

Nasci em Limeira, interior de São Paulo, tive por muito tempo o interesse em fazer Astronomia, porém quando entrei na ETEC da minha cidade esse interesse mudou, devido ao curso técnico e ao contato com engenharia que comecei a ter, por causa do PIBIC-EM fornecido pela Unicamp na minha cidade, assim percebi que essa área que realmente me interessava. Então no segundo ano do ensino médio ao receber uma proposta de bolsa de uma escola particular da minha cidade para o terceiro ano, acabei por desistir do curso técnico e me focar nos vestibulares, descobrindo sobre a Escola Politécnica da USP.
No começo de 2018 descobri que havia passado para Engenharia de Petróleo em Santos, o que me fez iniciar assim uma nova jornada, tendo que me mudar para longe da minha família e estudar arduamente para atingir meus novos objetivos.

 

Matheus Henrique

Bolsista da AEP

Estudar engenharia na Poli nem sempre foi uma opção nos meus planos de adolescente. Vindo de escola pública, fui conhecer a USP só quando ingressei num cursinho pré-vestibular em busca de descontos em universidades particulares. Comecei a trabalhar desde meus 15 anos, isso me fez amadurecer muito cedo. Quando tive a oportunidade de estudar no cursinho popular oferecido pelo Grêmio Politécnico, consegui deixar o trabalho e, assim, com muito esforço e dedicação consegui a tão sonhada vaga na Poli.
Aqui dentro muitas são as dificuldades, muito maiores do que eu imaginava, mas por outro lado, você encontra pessoas que compartilham seus sentimentos, suas histórias de vida, seus sonhos, e isso te ajuda a seguir em frente firme e forte. Consegui retribuir um pouco da ajuda que me foi dada pelo Cursinho aqui do Grêmio dando plantão e aulas de Física, além disso, fui monitor de disciplina e desenvolvi uma iniciação científica, sempre buscando experiências que fortalecessem minha formação como engenheiro.
Sou apaixonado pela engenharia civil, que estudo com muita satisfação, vejo nela um caminho para o desenvolvimento da sociedade, seja por melhorias na infraestrutura urbana ou extensão do acesso à serviços básicos, como saneamento. Meu próximo objetivo é concluir com êxito o programa de Duplo Diploma na Itália para o qual fui selecionado.
Durante toda essa caminhada na Escola, 4 anos e meio, os auxílios financeiros que recebi foram essenciais para minha permanência e dedicação aos estudos, todas minhas conquistas até o momento são fruto de esforço e das condições que me propiciaram. Neste contexto, devo muito a AEP, que vem me ajudando a superar essas dificuldades, auxiliando em pontos essenciais e me apoiando na construção do meu futuro e da minha família.

Paloma Rodrigues Rocha

Estudante de Engenharia Mecatrônica

Nasci e cresci na periferia de Embu das Artes, sou de uma família com poucas condições financeiras há muitas gerações, fato evidenciado por eu ter sido a primeira na história da família (incluindo antepassados, avós, ti@s e prim@s) a ingressar em uma faculdade.
Sempre tive interesse por tecnologia, preferia os videogames (mesmo sem nunca ter possuído um) em relação aos brinquedos estáticos, e essa paixão cresceu junto comigo, fiz Técnico em Eletrônica no ensino médio, e me apaixonei por cada projeto desenvolvido no curso. Ao término do ensino médio tinha objetivo de cursar uma área técnica ou científica, queria muito estudar na POLI, mas achava desleal o fato de ser um curso integral, e considerei que não era feito para pessoas de baixa renda, prestei vestibular para física (noturno) aqui na USP e alguns outros (ENEM) e FATEC para o curso de Tecnólogo em Materiais com objetivo de trabalhar com nanotecnologia. Sempre fui muito focada, o que era retribuído com resultados, fui aprovada em todos os vestibulares que prestei, apesar do baixo conhecimento na época, não sabia nada de matemática, química ou física, minha pontuação era baseada em raciocínio lógico para responder as questões, mas consegui.
Optei pela FATEC por ser o mais próximo de engenharia, fiz 1 ano e amei o curso, mas era no período da manhã e isso dificultava trabalhar, acabei saindo por questões financeiras, prestei vestibular novamente (ENEM) e ingressei em computação (noturno) no Mackenzie com bolsa 100% do Prouni. Um pouco mais madura, aproveitei ao máximo o curso, consegui estágio no 2º mês, vi enfim minha situação financeira melhorar, fui efetivada, depois recebi e aceitei uma proposta no banco Morgan Stanley e me formei em computação. Estava bem encaminhada na carreira, com ótimas perspectivas, mas, dentro do Morgan Stanley conheci muitos ex-politécnicos, entre eles alguns que haviam sido auxiliados pela AEP, e me ensinaram sobre as bolsas que auxiliam na graduação até então desconhecidas por mim. Com muito receio de largar tudo que havia conquistado ainda assim saí do banco, peguei as economias que havia feito e fiz um cursinho de agosto a dezembro. Passei na POLI. Iniciei meu sonho que havia adormecido por muito tempo, e hoje, com os auxílios, aproveito tudo da graduação em Engenharia Mecatrônica, as aulas, os projetos, iniciação cientifica, faço parte da equipe de robótica da poli (ThundeRatz), já tive oportunidade de conhecer outros países gratuitamente com a universidade, entre várias outras oportunidades. Me sinto realizada.

Samuel Elias Marinho da Costa

Bolsista da AEP

Desde sempre morei num bairro humilde da baixada fluminense do Rio de Janeiro, onde fui criado pela minha mãe junto com a minha irmã. Sempre tive em mente que para conseguir melhores oportunidades para o futuro o caminho a ser seguido era o de bastante luta nos estudos. Mesmo inserido numa conjuntura desfavorável, consegui fazer o ensino médio em uma instituição pública boa que entrei por processo seletivo. Foi nessa época que descobri minha paixão pelas exatas e por resolução de problemas, dessa maneira, a minha escolha natural foi pela graduação em engenharia. Contudo, quando entrei na Poli, o problema de sempre (situação financeira) me preocupava bastante, ainda mais considerando que a minha mãe tinha acabado de perder o emprego. Mas graças a AEP, essa preocupação foi amortecida e agora posso me sentir tranquilo para focar 100% nos estudos.

Ariane de Jesus Santos

Estudante de Engenharia Elétrica

Nasceu em São Paulo em uma família humilde. Foi a primeira da família a concluir o ensino médio.
Trabalhando e fazendo cursinho preparatório popular conseguiu ingressar numa das melhores universidades do país.
Com o apoio dos auxílios estudantis não precisou trabalhar durante a graduação e está na reta final para concluir mais um sonho:
conseguir o diploma de engenheira eletricista.
Gosta de estudar sobre Inteligência Artificial e é membro do Grupo Turing onde consegue crescer e colocar em prática os conhecimentos nessa área.
Sonha em mudar para melhor a vida das pessoas, proporcionando melhores condições de vida, em especial da sonha em melhorar a vida da própria família

Ariane Rosio Matos

Estudante de Engenharia Química

Venho de uma família pobre aqui de SP, que além das dificuldades financeiras, precisam conciliar os gastos do tratamento da minha irmã autista. Mesmo com todas essas adversidades, sempre tive o sonho de construir um futuro diferente, e esse sonho tornou-se mais palpável quando conheci a Poli, principalmente a Eng. Qúimica. Assim que conheci a Poli na feira das profissões, decidi que era aquilo o que eu queria para a minha vida! Comecei a trabalhar ainda no ensino médio, juntei dinheiro para pagar um ano de cursinho. Era isso, um único tiro, minha única chance de realizar meu sonho. Paguei um ano de Etapa, graças a uma boa bolsa de estudos que eu recebi, larguei o emprego e, mesmo com todas as dificuldades financeiras, continuei atrás do meu sonho.
A emoção de ver meu nome na 1ª lista de várias faculdades públicas foi imensurável, mas a minha maior felicidade foi ver meu nome na 1ª lista da Fuvest, foi ali que eu soube que meu futuro começou a ser construído. Mas, logo após a alegria, veio o medo, não tinha como me manter na faculdade, pois a Poli é integral. Mas foi graças a AEP que pude continuar aqui, me dedicando ao meu sonho.

Gabriel de Moura Machado

Bolsista da AEP

Estudante de engenharia mecatrônica, natural de São José dos Campos, com grande interesse por resoluções de problemas, projetos que interagem com pessoas e trabalho em equipe.
Estudou todo o ensino fundamental em escola pública e fez o curso comunitário Casdinho, iniciativa dos alunos do ITA, no qual iniciou efetivamente o interesse pelos estudos. Após concorrido processo seletivo, teve a oportunidade de estudar no Colégio Embraer Juarez Wanderley de ensino médio, que, apesar de ser da rede privada, fornece bolsa integral para todos os alunos. Despertou interesse pela mecatrônica ao participar da EAEM (Escola Avançada de Engenharia Mecatrônica) realizada pelo grupo PET Mecatrônica Poli-USP, do qual atualmente faz parte e participa da organização dos projetos.
Por ter vivenciado diferentes realidades entre as esferas pública e privada, enxergado na educação uma alternativa de vida com oportunidades e conhecido pessoas engajadas em melhorar a sociedade, seu sonho é se tornar um engenheiro capaz de retribuir muito mais do que foi investido socialmente a ele, através de trabalho responsável e considerando sempre as pessoas que podem ser atingidas por suas decisões.

Robert Wagner Silva Filho

Estudante de Engenharia Civil

Tenho 23 anos, sou natural de Santos, terminei o ensino médio pelo certificado do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), servi no corpo de fuzileiros navais da marinha do Brasil. Sou da engenharia civil, sempre foi um sonho estudar na poli, felizmente consegui passar na fuvest estudando sozinho e hoje sou muito grato por ter a oportunidade de fazer parte desse programa.

Allan Gabriel Oliveira Lima

Bolsista da AEP

Sou de Bauru, interior do estado de SP. Oriundo de uma família humilde, sempre gostei de aprender. Estudando a vida inteira em escolas públicas normais, onde o ensino muita das vezes era deficitário, vi uma chance de mudar minha situação quando prestei o vestibulinho para o Colégio Técnico Industrial (CTI-UNESP) da minha cidade. Lá pude ter uma excelente base no ensino médio e formar-me técnico em informática. Mesmo assim, não foi o suficiente para realizar o meu sonho de entrar na POLI-USP. Sem condições de fazer um cursinho, estudei sozinho em casa através de livros e hoje com a ajuda de Deus, familiares e amigos posso dizer que curso Engenharia numa das mais conceituadas faculdades do mundo. Muito feliz por ter conquistado esse sonho, vieram as dificuldades financeiras de morar em São Paulo. Dificuldades essas que agora estão sendo supridas com a ajuda da AEP e da USP, através de suas bolsas. Com esse apoio estou podendo seguir em frente com a mesma determinação de até agora para conquistar meu diploma e tornar-me um profissional útil para o Brasil. Espero participar de projetos que melhorem a realidade de nossa nação, fazer a diferença na vida das pessoas e um dia retribuir tudo o que está sendo investido em mim.