Back to the top

Bolsistas 2019

Bolsistas Ingressantes 2019

Eles chegaram aqui não só pela inteligência e estudo mas porque ousaram. Conviveram com risco, incerteza e acaso. São forjados na adversidade.

São politécnicos fortes, valentes.

Carlos Daniel de Souza Silva

Engenharia Civil – 1° ano

Nasci e fui criado em uma pequena cidade no interior de Minas Gerais chamada Lambari. Sem muitas oportunidades relacionadas a educação de qualidade, me mudei para morar sozinho em uma cidade próxima ainda com 16 anos. Essa mudança foi o primeiro passo em um caminho repleto de adversidades mas de muito aprendizado. Nessa nova etapa, cursei o ensino médio em uma escola técnica federal (Cefet-Mg) onde criei interesse pelos estudos e pela engenharia. Aos poucos, a Poli foi transformando-se em um sonho que – apesar de distante – tornou-se possível por meio de muito esforço e resiliência. Agora, mais do que nunca, me vejo motivado a continuar estudando para trilhar os novos rumos da minha vida. Sem dúvidas, a bolsa e a mentoria promovidas pela AEP contribui e muito para minha permanência na faculdade.

Carlos Daniel
Daiane Carolina Alves dos Santos

Daiane Carolina Alves dos Santos

Engenharia Química – 2º ano

Escolher uma profissão é uma das questões mais difíceis durante a adolescência. Sempre tive interesse pela área industrial: acho incrível a imagem de indústrias e como elas transformam matérias primas em produtos que nos cercam todos os dias. Baseada nesse interesse busquei um curso que me encaixasse nessa carreira, depois de muita busca encontrei: Engenharia Química.
Então fica outra questão: onde cursar? A Escola Politécnica é conhecida pela sua excelência em ensino; então me dediquei, estudei e em 2018 consegui passar no vestibular. Um grande passo para realizar sonhos, porém para manter esse sonho, existem gastos, e nesse quesito a bolsa da AEP vem ajudando bastante.
Como dito, sempre me interessei na área industrial, porém as indústrias têm um grande problema: a poluição. Com a vontade de mudar essa imagem, interessei pela área ambiental – engenheiros químicos atuam aqui também – então, em 2019 entrei para iniciação científica na área ambiental.

Daniel Pereira de Carvalho

Engenharia Naval – 1° ano

Comecei a gostar de engenharia quando ainda era criança por influência do meu pai que era mecânico de manutenção em uma metalúrgica em Osasco. Após terminar o ensino médio fui cursar Técnico em Eletrotécnica na ETEC, estagiei em um escritório de engenharia no ramo de administração, manutenção e obras em condomínios comerciais, posteriormente fiz Técnico em Automação Industrial no SENAI e passei no concurso do Conselho de Engenharia, CREA-SP, onde trabalhei por 7 anos. Sempre quis fazer engenharia na Poli, mas as circunstâncias foram me levando para outros rumos, até que em um momento de frustração eu tive que fazer uma autoanálise da minha carreira e do que eu realmente queria pra vida, resolvi pedir demissão e seguir meu sonho de ser engenheiro, comprei apostilas de cursinho e estudei sozinho para o vestibular e conquistei a tão sonhada vaga na Escola Politécnica. Gosto muito de viajar e de acampar, principalmente para lugares pouco explorados, e nessas aventuras acabei constantemente entrando em contato com o mar, fato que me ajudou a optar pelo curso de Engenharia Naval. Estou ansioso pra começar a projetar e construir embarcações. Tenho vontade de trabalhar em indústria de transformação. A AEP está sendo fundamental nessa minha nova caminhada, auxiliando financeiramente e com a mentoria, para que eu possa me estabilizar e seguir estudando na Poli até a formação.

Daniel Silva

Daniel Silva Lopes da Costa

Engenharia Civil – 1° ano

Me chamo Daniel, eu tenho dezoito anos e estudo Engenharia Civil na escola Politécnica. Eu morava em Balsas, uma cidade no interior do maranhão, meu pai é cabeleireiro e minha mãe tem uma mercearia, estudava em uma escola particular com bolsa, a qual ganhei após me destacar em olimpíadas de matemática. Quando decidi vir para São Paulo tive que enfrentar várias obstáculos, sendo o principal deles o financeiro. Onde eu vou morar? Como eu vou me sustentar? Foram perguntas que sempre me atormentaram enquanto eu prestava a Fuvest. Com muito esforço consegui ser aprovado, mas as dificuldades continuaram. Depois de alguns meses de muita dificuldade passei a receber a Bolsa do projeto Retribua que foi essencial para a minha permanência e tranquilidade durante esse primeiro ano letivo.

Dedimar Dias do Val

Engenharia Mecatrônica – 2° ano

Me chamo Dedimar e curso o 2° ano de Engenharia Mecatrônica. Concluí o ensino médio em uma escola técnica estadual. Apesar da defasagem da escola em ciências exatas, com um ano de estudo focado para o vestibular, consegui a tão sonhada aprovação na Poli.
Devido à pesada carga horária da Escola, a distância entre casa e universidade e os custos indiretos que o curso traz, a vivência acadêmica seria fortemente prejudicada. Porém, com a bolsa providenciada pela AEP, foi possível contornar esses problemas, propiciando maior participação em atividades extra curriculares, dedicação aos estudos e consequentemente melhora na vida acadêmica.

Dedimar Dias do Val
Everton Miranda Labrego Novo

Everton Miranda Labrego Novo

Engenharia Ambiental – 3° ano

Nesse ano passei pela segunda vez na POLI . Meu primeiro ingresso em 2013 foi a maior conquista de toda a minha vida, foram 4 anos de cursinho, trabalhando e estudando.
Infelizmente tive 6 anos muito conturbados. Problemas de saúde pessoal e na família que fizeram minha primeira experiência com engenharia muito mais difícil(logo no primeiro ano descobri uma gastrite nervosa). Desde 2015 luto contra depressão e TAG(transtorno de ansiedade generalizada). Agora, em remissão de sintomas, tento correr atrás do prejuízo.
Vim de uma família pobre e desestruturada, com um pai alcoólatra e uma mãe com transtorno bipolar, mais um irmão e irmã mais novos, aos quais eu precisava ser sempre “um exemplo”.
Desde criança sou apaixonado pela ciência e pelo aprendizado, e consciente de que o estudo seria a única alternativa para conquistar uma vida mais digna pra mim e minha família.
Soube da existência de universidades públicas no ensino médio, quando ingressei em uma ETEC, a qual só conheci porque uma tia viu o anúncio do Vestibulinho em um ônibus e até pagou minha inscrição. Além de comprar o uniforme quando passei.
Influenciado por um amigo e por um professor de matemática (também engenheiro) resolvi prestar engenharia na USP, cheguei à conclusão de que esse seria o melhor que a vida podia me oferecer, e escolhi Engenharia Química porque sempre fui apaixonado pela estrutura e transformação da matéria.
Na POLI percebi que a Engenharia Química era muito diferente do que eu imaginava, mas nunca pude me dar o luxo de desistir… então procurei o Everton do futuro em outras engenharias, e foi em 2016 na Ambiental onde eu me encontrei. Tenho certeza que vou poder fazer muito pelo Brasil e pelo mundo depois de formado.
Gratidão à AEP, outras instituições e pessoas que acreditaram em mim e me apoiaram nesta jornada; à Deus pela força, sorte, paciência e teimosia que me deu; e aos meus professores, amigos e família que são a maior parte do que eu sou hoje.

Gabriel de Sousa Braz

Engenharia Elétrica – 1° ano

Olá, me chamo Gabriel, tenho 19 anos, nasci em São Paulo – SP e sempre estudei em escola pública. Bom, desde criança eu tirava boas notas e por meio das influências dos meus professores tomei conhecimento da USP e da grande oportunidade que seria estudar nela. A partir do 2º ano do ensino médio foquei mais nos vestibulares e estudando por conta própria consegui passar na POLI, o que foi extraordinário para mim, a realização de um dos meus sonhos. Hoje em dia, com o apoio da AEP – tanto financeiro, como com o programa de mentoria – posso focar nos meus estudos e desfrutar melhor da universidade.

Gabriel de Sousa Braz
Guilherme Francisco

Guilherme Francisco

Engenharia de Computação – 1° ano

Moro numa das periferias de São Paulo e dentro da minha região quase não se sabe sobre alunos que passaram na USP (eu e minha irmã somos provavelmente os primeiros) muito embora pagamos os nossos impostos como qualquer outra pessoa, a fim de chegar aonde eu estou foi necessário muito empenho além da colaboração dos meus professores e principalmente da minha família. Para começar, tive que ficar entre os 20 melhores alunos na minha escola pública no intuito de receber uma bolsa no Objetivo através de um programa chamado CDT – Centro de Desenvolvimento de Talentos – gerenciado principalmente pelo Gelson Iezzi a qual preciso profundamente agradecer, após um ano extenso de preparação e de complicações devido a minha família quase não possuir recursos para o meu transporte
passei nesse ano na faculdade e especificamente na Engenharia da Computação da Politécnica.
E embora eu esteja aqui, meus problemas ainda não acabaram, minha casa fica a 2h30m da USP e preciso comprar alguns equipamentos eletrônicos, todavia graças a AEP tenho a oportunidade e o recurso financeiro suficiente para dar a volta por cima e mudar a condição de minha família.

Gustavo Santos da Silva

Bolsista Retribua

Filho de nordestinos, que trabalhavam na roça para ter a sua subsistência, sou o primeiro da minha família a ingressar no ensino superior.
Sempre fui estudante de escola pública. E como um dos meus primeiros desafios na carreira acadêmica, me deparava com um problema que até mesmo entre as pessoas de origem mais humilde na USP, percebo que é raro terem em seus passados. Me refiro ao fato de se preocupar com a sua integridade física na escola. No meu ensino fundamental, estudei em escolas nas quais, infelizmente, muitos alunos recebiam fortes influências de traficantes, bandidos e pessoas a margem da lei. Houve até a morte de colegas de classe devido a esse contexto.
A situação começou a mudar quando na oitava série recebi forte ajuda e incentivo dos professores para ingressar em uma Etec. Diante disso, consegui ser aprovado no vestibulinho.
Passado o problema de preocupação com o contexto de perigo, na ETEC, outros desafios surgiram, como a falta de professores e a fraca qualidade de ensino, mesmo estando acima da média da região, o que me resultou em uma base acadêmica bem fraca. Desse modo, ao concluir o ensino médio, e também um ensino de técnico em eletrônica, comecei a trabalhar e ingressei em um cursinho. Foram três anos de luta contra o vestibular da Fuvest. Mas em 2017, aos 44 do segundo tempo (sétima chamada) consegui a tão sonhada aprovação.
Hoje, percebo que para ter o mesmo desempenho, na Poli, que os meus colegas que tiveram uma base de ensino razoável, preciso estudar de 2 a 3 vezes mais do que eles e mesmo assim, às vezes, não consigo ter o desempenho acadêmico que eu gostaria. O que me dá motivação para enfrentar essa nova luta é olhar o meu ponto de partida e ver quanta coisa eu já enfrentei.
Meus pais têm até o quarto ano do ensino fundamental incompleto. E mesmo não tendo o conhecimento necessário para me orientar nessa trajetória, sou muito grato a eles por terem me ensinado o valor da persistência e principalmente por terem me ensinado o valor da humildade. Foi graças a ela que eu pude abrir margem para sempre ouvir e ser aconselhado pelos meus professores. Graças aos meus professores eu cheguei onde cheguei. Foram os grandes soldados que me fizeram ganhar essa guerra até o presente momento.

Gustavo Santos Silva
Israel Cubas Pereira

Israel Cubas Pereira

Engenharia Naval – 2° ano

Nascido em Jacareí – SP, porém crescido na cidade de Guararema – SP. Toda minha vida escolar foi cursada em instituições públicas, sendo meu ensino fundamental realizado numa escola estadual – E.E. Roberto Feijó – da segunda cidade citada e, por influência dos meus familiares, prestei um vestibular para cursar o ensino médio – apenas o ensino médio, sem técnico – na ETEC Presidente Vargas. Sempre gostei da área tecnológica, da possibilidade de poder criar, entender como funcionam os mecanismos das máquinas, entretanto a clareza para cursar uma graduação em engenharia de uma grande área mecânica demorou a ser
amadurecida. Até mesmo a ideia de ser músico passou por minha cabeça, uma vez que praticar violão e ou guitarra é meu principal lazer.
Não possuía muitas ambições em termos de onde cursaria a graduação no futuro quando comecei o primeiro ano do ensino médio – posso dizer até que não sabia da existência da Escola Politécnica da USP.
Passado o primeiro ano, a ideia de fazer faculdade em uma grande universidade pública começava a não estar tão distante da realidade – talvez fosse possível. Durante o segundo ano posso dizer que essa ideia amadureceu e percebi que seria necessário um esforço extra no último ano do ensino médio para que meu desejo se realizasse – já nesse momento, o desejo de cursar engenharia na Universidade de São Paulo. Durante o terceiro
ano fiz, concomitantemente com a ETEC, um curso pré-vestibular, no qual consegui um desconto, e que seria passível de pagamento. Os vestibulares chegaram, os resultados também e finalmente vi que tinha obtido sucesso: passei em todas universidades que havia realizado o exame, sendo uma delas a USP, minha primeira opção.
Sou o primeiro da minha família a ingressar em uma universidade pública, sendo que meu irmão e minha irmã foram bolsistas do PROUNI. Durante meu primeiro ano na Escola Politécnica posso dizer que o primeiro semestre foi o mais decisivo, porque foi nele que aprendi a estudar da maneira mais eficiente e autodidata que preciso para absorver as disciplinas. Atualmente no 4° semestre da graduação me sinto muito mais seguro e objetivo sobre como lidar com a POLI. Ingressei esse ano – 2019 – no grupo de extensão
Polimilhagem e realmente percebi que é possível não só apenas cursar bem a graduação, mas também realizar outras atividades que possam agregar muito minha formação profissional – uma vez que não realizei nada além das minhas disciplinas obrigatórias durante meu primeiro semestre, temendo não conseguir suportar a
demanda de atividades, tanto acadêmicas quanto extra classe.
Posso dizer que essa ajuda que está sendo proporcionada pela Associação dos Engenheiros Politécnicos – AEP – veio no mais necessário momento, uma vez que a única fonte de renda da minha família era o benefício do meu pai, que está afastado por motivo de doença, sendo este cancelado esse ano, estando bem crítica a situação financeira da minha família. Com essa ajuda, além de suprir todas as minhas necessidades pessoais relacionadas à minha conservação durante esse período de graduação, posso ainda contribuir com uma parcela para minha família, visando o bem-estar de todos da minha casa.

Ivan Gabriel Ferreira Dias

Engenharia Elétrica – 1° ano

Meu primeiro contato com um computador foi aos 4 anos por meio jogos eletrônicos, e desde então nunca me desvencilhei de nenhuma dessas duas coisas. Minha paixão pelos jogos, seu efeito nas pessoas e seu desenvolvimento levou a buscar a Poli como um lugar não só para construir um arsenal que me tornem um bom desenvolvedor, mas também habilidades de cooperação, liderança e resolução de problemas em um nível que só a Escola Politécnica oferece.
Atualmente faço parte do Grupo aMuDi de Arte e Tecnologia, que permite explorar o aprendizado de sala de aula de maneiras pouco usuais.

Ivan Gabriel Ferreira Dias
Jessica Gonsalves Santos

Jessica Gonsalves Santos

Engenharia Elétrica – 2° ano

Sou estudante de Engenharia Elétrica, em meu segundo ano de curso. Eu conheci a Poli através do Instituto Federal de São Paulo, ao qual ingressei em 2014, no curso técnico em eletrônica integrado ao Ensino Médio, lá pude amadurecer bastante em vários quesitos da minha vida, principalmente o pessoal: através do IF aprendi a enxergar o mundo, as relações interpessoais e o meu (potencial) futuro com olhos totalmente diferentes, com mais sensibilidade, perspectiva e esperança (creio que esse seja um dos principais papéis da educação).
Quando decidi ingressar na Poli, em fevereiro de 2017, comecei a estudar em casa (não teria condições para pagar o cursinho) para os diversos vestibulares que prestaria ao longo do ano. Além disso, como estudei por conta própria e as chances não eram tão boas, decidi ter um plano B: participei de um concurso para CPTM no final de 2017, fui aprovada e comecei a trabalhar (meu primeiro emprego registrado) no dia 01 de fevereiro de 2018. No dia seguinte, entretanto, recebi a resposta que mudou novamente a minha trajetória: fui aprovada na FUVEST, ingressando na melhor faculdade de engenharia do Brasil. Desde então, tenho tido as melhores (e piores) experiências dentro do universo universitário, sendo sempre lembrada que fiz a melhor escolha ao estar aqui.

Joshua Simionato

Engenharia Elétrica – 1° ano

Meu nome é Joshua, tenho 23 anos.
Eu nasci de uma família humilde, estudei em escola pública a vida toda, e trabalho desde meus 13 anos de idade. Terminei o ensino médio em 2013. De 2013 à 2016 eu só trabalhei. Em 2016, voltei estudar, fiz um cursinho popular chamado MedEnsina – oferecido pelos alunos de Medicina Pinheiros USP- prestei a Fuvest, só que não passei. Em 2017 estudei por conta, só que de novo eu não passei na Fuvest. Em 2018 ganhei uma bolsa do anglo, e enfim consegui a tão sonhada vaga na Escola Politécnica de São Paulo. Voltando um pouco, em 2018 meu pai obteve uma doença chamada enfisema pulmonar, por conta disso, tenho que estar levando ele no médico e isso atrapalha bastante meu rendimento. Eu agradeço muito a AEP por me ajudar, sem ela não conseguiria me manter, e consequentemente, não iria continuar na POLI -USP.

Joshua Simionato
Julio Cesar Rodrigues Alves Paz

Júlio César Rodrigues Alves Paz

Engenharia Mecatrônica – 1° ano

Júlio César Rodrigues, 22, sou de uma região humilde da zona norte de São Paulo. Saí do Ensino médio (público) sabendo pouquíssimo sobre as matérias que hoje regem meu curso, Engenharia Mecatrônica, e sem noção nenhuma do que era a Universidade de São Paulo. Um dia uma colega de trabalho, sabendo da minha defasagem, me recomendou o cursinho da Fea-USP e esse foi o primeiro passo pra minha vida mudar. Ao longo do caminho, até a minha aprovação no vestibular, enfrentei diversas dificuldades de aprendizagem e principalmente financeiras que quase me afastaram do meu objetivo que era ingressar na USP. Trabalhar e estudar não é fácil! Mas dedicar-me 100% ao estudo não era uma opção naquele momento, então o plano B foi: trabalhar e conseguir juntar o máximo de dinheiro possível para no próximo ano dedicar-me integralmente ao meu objetivo. Com muito esforço e ajuda dos que estavam ao meu redor a aprovação veio, e com isso fui o primeiro da família a entrar em uma universidade pública. Mas nem tudo estava resolvido, por se tratar de um curso integral não haveria como me manter, nem durante o primeiro semestre, mas graças a bolsa AEP a minha sobrevivência na Escola Politécnica vem se tornado possível e graças ao projeto de mentoria estou conseguindo expandir a minha visão de mundo e projetando novos horizontes.

Marcelo Kentaro Funagoshi

Engenharia de Produção – 2° ano

Sou estudante do 2º ano do curso de Engenharia de Produção da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Fiz curso técnico de eletrônica integrado ao ensino médio no IFSP – Campus São Paulo. Atualmente participo do Núcleo do Empreendedorismo da USP, onde posso ajudar outros alunos da universidade a se capacitarem e se conectarem com o mercado.
Venho de origem simples, mas aproveitei todas as oportunidades que apareceram durante minha jornada. Com o auxílio da bolsa AEP, consigo ter um conforto financeiro maior e me dedicar a minha formação acadêmica.

Marcelo Kentaro Funagoshi
Monaliza Pinheiro Souza

Monaliza Pinheiro Souza

Meu nome é Monaliza Pinheiro Souza, tenho 18 anos, estudei minha vida toda em escola pública, e morei sempre em um bairro humilde do município de Guarulhos. Desde criança sempre gostei de estudar, mesmo com dificuldades financeiras meus pais sempre me incentivaram a me dedicar somente aos estudos, toda dificuldade financeira que passei aprendi a dar valor para cada coisa.
Meu sonho sempre foi ser engenheira, mas sempre achei esse sonho muito longe de ser realizado, quando estava no ensino médio me dediquei muito, pois meu objetivo era passar no vestibular para engenharia, para poder ajudar meus pais e ter como cuidar dos problemas de saúde da minha mãe, quando vi meu nome na primeira lista de chamada da escola politécnica da USP, foi uma surpresa e felicidade muito grande.
Atualmente faço engenharia de materiais na Poli, estou gostando muito da área, espero poder participar de muitos projetos e futuramente poder trabalhar em uma empresa que eu cresça profissionalmente.

Nathalya Aline dos Santos Rodrigues da Silva

Engenharia Elétrica – 2° ano

Após concluir o ensino fundamental com bolsa integral e se formar no Ensino Médio integrado ao Técnico em Mecatrônica, cursou um semestre de Engenharia Eletrônica na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). De lá, se transferiu para a Escola Politécnica, onde agora cursa o segundo ano de Engenharia Elétrica.
Durante o Ensino Médio, participou de olimpíadas do conhecimento e, entre outras, conquistou a medalha de ouro nacional na modalidade teórica da Olimpíada Brasileira de Robótica.
Agora, na Poli, além dos estudos, se dedica também à Atlética, a um projeto de Iniciação Científica e ao time de futsal. Tudo isso possível apenas graças ao apoio da AEP. Sem condições financeiras para bancar a vida universitária, a ajuda da AEP é essencial para que não seja necessário buscar outras fontes de renda.

Nathalya Aline dos Santos Rodrigues da Silva
Renan da Silva Sampaio

Renan da Silva Sampaio

Engenharia de Petróleo – 1° ano

Nasci no litoral do Piauí, membro de uma família humilde. Porém, minha mãe sempre se esforçou ao máximo para que eu tivesse uma boa educação. Desde cedo eu sempre tive facilidade com as ciências exatas mas durante o 1° ano do Ensino Médio acabei decidindo que iria prestar vestibular para Engenharia Química. E aí nasceu o sonho de ser politécnico, já que meu pai morava em São Paulo. No final do 3° ano, em 2017, me mudei para a capital paulista e fiz a prova da Fuvest, sem grande êxito. Mas nem por isso desisti do sonho. Em 2018, com muito esforço consegui fazer cursinho. Depois de um ano extremamente cansativo com horas e horas de estudos diárias, fui aprovado em Engenharia de Petróleo na Poli-Santos. Apesar de não ser o curso que eu almejava quando prestei vestibular, acabei me encontrando muito na área e hoje sou apaixonado pelo curso que eu nunca me imaginei fazendo e pela cidade que nunca me imaginei morando. Então, após a aprovação me deparei com mais um dilema: “Como vou me sustentar em Santos?”. A situação financeira da minha família sempre foi complicada, e os primeiros meses em Santos foram um tanto quanto difíceis. Porém graças à AEP, o sonho de ser politécnico está se realizando.

Vinicius Meneses Souza

Engenharia Elétrica – 1° ano

Desde de criança sonhei em trabalhar com algo tecnológico, construir um robô, projetar uma nave, criar um novo tipo de carro… Mas quando olhava para realidade em que estava me questionava muito se isto iria
acontecer e me perguntava se eu podia mesmo escolher o meu futuro. Até que aos meus 15 anos, para evitar algo que seria trabalhar em um emprego “chato” enquanto estudo, decidi me esforçar nos estudos e tentar fazer um curso técnico na Etec, felizmente consegui, e vendo o fantástico universo da Mecatrônica reacendi toda a inspiração e
comecei a acreditar em meus sonhos, algo que me incentivou até a me preparar para a Fuvest.
Quando vi que havia passado no vestibular, me senti muito feliz e extremamente grato a todas as oportunidades e apoios que tive, afinal se não fosse pelas chances e pessoas que fizeram parte da minha vida, tenho certeza que não chegaria até aqui.

Vinicius Meneses Souza
Vitor Martins Santos

Vitor Martins Santos

Engenharia Elétrica – 1° ano

Nasci e cresci no interior de São Paulo, estudei no SESI de minha cidade, apesar de não terem estudados meus pais sempre quiseram e me incentivaram a me dedicar a escola. Na oitava série entrei para a equipe de robótica da minha escola, então passei a me interessar por física e matemática. Como o que mais me despertava curiosidade era a eletrônica, decidi que queria estudar engenharia elétrica. Comecei uma outra faculdade, mas larguei para tentar entrar na Escola Politécnica, consegui uma bolsa em um cursinho e depois de muito estudo finalmente vi meu nome na lista da FUVEST. Hoje com o apoio da AEP, posso focar apenas nos meus estudos e me manter na POLI o que seria muito difícil sem essa ajuda.

 

William Castro

Engenharia Mecânica – 1° ano

De Jundiaí, interior, estudou o ensino médio em escola pública no período noturno, enquanto estudava mecânica de usinagem na Escola SENAI “Conde Alexandre Siciliano” e trabalhava durante o dia. Trabalhou durante o cursinho para pagá-lo com seu próprio dinheiro. Foi o primeiro da família a entrar em uma universidade pública. Cursou medicina veterinária na UNESP Botucatu, iniciou residência em anestesiologia veterinária no Hospital Veterinário da Faculdade de Medicina e Veterinária e Zootecnia da UNESP Botucatu e, no ano seguinte, trabalhou como veterinário anestesista autônomo. Não tendo se encontrado na profissão de veterinário, decidiu seguir o sonho de fazer engenharia. Estudou em casa por conta própria nos dias em que não trabalhava, e passou na 1ª chamada em Engenharia Mecânica na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.

William Castro