Mentorados

Confira abaixo todos os Mentorados que passaram pelo Projeto Retribua.

FotoNomeApresentação
IMG_20200126_191238_746 - Alisson DiasAlisson Martimiano DiasMeu trajeto até a poli foi muito inesperado, pois até o 9º ano, eu nem tinha noção de universidade federal, muito menos conhecia a USP, pois sempre estudei numa escola pública do bairro e ninguém comentava sobre essas coisas. Até que no final do 9º ano, prestei uma prova para uma escola bastante cobiçada em São José dos Campos, conhecida como escola da Embraer, eu fazia um cursinho preparatório com ajuda de pai e tio, o qual desejava muito que eu passasse. Porém, não passei. A decepção foi grande, mas um dia depois, minha mãe atende ao telefone e recebe a notícia que ganhei uma bolsa integral para o ensino médio no Poliedro, o que mudou a direção da minha vida. Logo no 2º ano, com muita influência de amigos e professores, meu desejo de entrar no ITA surgiu. E comecei a fazer 3º ano junto com o cursinho ITA do Poliedro. A caminhada foi longa, pois foram 3 anos tentando o ITA, sendo que no vestibular de 2019 eu não consegui passar por menos de 1 ponto na média, foi bem triste, ainda mais que problemas familiares foram bastante desgastantes neste ano, e a parte financeira começou a ter mais importância, pois diziam que cursinho não leva a lugar nenhum. Enfim, por sorte, neste ano eu também havia prestado FUVEST, e, felizmente, consegui entrar na POLI! E hoje, posso afirmar que foi a melhor escolha que eu fiz, pois preciso enfrentar as coisas sozinho, a faculdade ofereceu grandes oportunidades e muita experiência, e creio que será assim até eu me formar. E ainda bem que eu estava certo de que Engenharia era o que eu queria.
Captura de Tela 2020-10-19 às 21.40.10Amanda Cristina Feitosa ZemantauskasNasci em São Paulo, e morei em Guarulhos até cerca dos meus 11 anos. Depois desse período, me mudei para a cidade de São José do Rio Preto/SP, onde vivi até o ano passado e onde eu mais moldei meu jeito de ser. Estudei em uma escola pública em tempo integral, chamada Cardeal Leme, durante toda minha estadia na cidade. Lá, fui apresentada à Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) e, como já me interessava por matemática, me aprofundei ainda mais nos estudos de exatas. Com isso, desenvolvi interesse pela área de Engenharia, escolhendo a Engenharia Ambiental como segunda opção, pois também sempre tive familiaridade com a disciplina de Geografia, e me interesso pelo assunto de desenvolvimento sustentável. Na escolha por qual universidade escolher, encontrei mais uma dúvida: a excelência e reconhecimento da Escola Politécnica despertava fortemente meu interesse, mas o alto custo de vida de São Paulo me deixava com receio de optar por ela, tendo em vista ainda a idade em que teria que me mudar, sem minha família para acompanhar (17 anos), o que induzia cada vez mais a escolher a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), com menor custo de vida e sendo uma cidade mais próxima da minha cidade. No entanto, após minha aprovação na Escola Politécnica ser divulgada, diversos professores que acompanharam meu trajeto no Ensino Médio mostraram apoio e me ajudaram, até mesmo financeiramente, a me mudar para São Paulo e a me manter ao menos no primeiro mês, em que eu não receberia nenhum tipo de bolsa-auxílio.
8F2740EC-8B07-4D56-8CCA-21ADD42533F3 - Barbara de Mello JacinthoBarbara de Mello JacinthoMeu nome é Barbara de Mello, tenho 20 anos e estudei a vida toda em escola pública. No ensino médio, o qual eu fiz etec, comecei a me interessar pela área da engenharia. Sempre gostei muito de matemática e física e gostaria de contribuir com a sociedade. Eu estudei desde o segundo ano até um ano após completar o ensino médio incansavelmente até conseguir minha aprovação. Foi a realização de um grande sonho. Não me vejo em outra profissão a não ser a engenharia. Minha mãe é autônoma e a renda é inconstante, assim acredito que a bolsa da AEP nos ajuda a continuar na poli, tanto financeiramente como no rendimento acadêmico.
Foto Retribua - Bárbara PrearoBarbara Gomes PrearoNasci em Santa Rita do Passa Quatro, uma pequena cidade no interior de São Paulo, onde estudei durante o Ensino Fundamental como bolsista na escola SESI do município. Ao iniciar o Ensino Médio, recebi uma bolsa de estudos integral do Colégio Objetivo de Pirassununga, onde estudei durante todo o colegial e a para onde me mudei, no terceiro ano, a fim de dedicar com maior eficácia os esforços para realizar meu único e insubstituível sonho cultivado por quatro anos: estudar Engenharia na Poli. Morei por um ano com colegas e no final toda a dedicação materializou-se na tão almejada aprovação e no ingresso na Universidade. Escolhi Engenharia por reconhecer e apreciar todo o universo de possibilidades que a carreira proporciona e principalmente pela oportunidade de não somente pensar as mudanças, mas concretizar ativamente as melhorias para sociedade. A construção do concreto por um engenheiro é um pilar que sustenta o desenvolvimento, mas a construção do intelecto, não somente na visão profissional, mas também na visão ética e humana sustenta e alimenta todo o sistema chamado sociedade, que reúne a responsabilidade, a criatividade e a sustentabilidade, e nesse quesito não se medem esforços, mas resultados e espero nessa profissão atender os diversos setores que necessitam da atuação de um Politécnico.
20200622_171859 - Danilo dos Santos DantasDanilo dos Santos DantasNasci e cresci na zona sul da cidade de São Paulo, no jardim angela, regiao que na decada de 90 era considerada uma das mais perigosas do mundo. Desde pequeno, trouxe comigo a vontade de mudar a minha realidade e de minha familia. Estudei em escola publica. Desde o fundamental até o fim do ensino médio. Fui procurar uma educação fora do meu bairro, com a impressão de melhoria na qualidade do ensino e fugindo da insegurança, pelo menos no momento de aprendizado. Em paralelo ao ensino médio, fiz o curso de aprendizagem industrial no Senai Ary Torres em mecanica de usinagem. Passei dois anos estudando para poder ter uma profissão e foi la que achei um direcionamento para onde eu queria seguir com minha vida profissional, trabalhar com tecnologia. Porém, quando prestei vestibular não cheguei nem perto da aprovação, pelo deficit que a educação publica tem em relação ao sistema particular de ensino. Dai então , passei anos tentando entrar na Poli, ate que em um dado momento, comecei o curso de tecnico em edificações na etec Guaracy Silveira. Graças a esse curso, consegui achar finalmente minha carreira. Trabalhar com engenharia civil. E la foi onde tive meu primeiro contato com a escola politécnica. Fui convidado e trabalhei com a professora Mercia, da engenharia civil, em um projeto de pre iniciação científica, onde pude aprender mais sobre a area de produção da engenharia civil e os metodos de pesquisa. Quando esse projeto foi finalizado eu estava fazendo paralelamente cursinho pre vestibular, curso técnico além de trabalhar. No ano seguinte, consegui entrar no curso de engenharia civil na UFV. Fiquei por lá durante 1 semestre. Logo no inicio do semestre seguinte fui aprovado na UFRJ, no mesmo curso. Minha adaptação foi dificil, pois as condições não eram as melhores. Tive que morar em comunidade carente, pois era o unico aluguel que conseguia, com muito esforço, pagar. Alem de ter entrado na faculdade em jma época de corte de gastos, nao consegui nenhum apoio social para me auxiliar nos meus custos. No decorrer do tempo que estava no Rio de Janeiro estudando, meu pai, em São Paulo, ficou muito doente. Desde então, não conseguia ficar em paz para poder estudar sabendo que eu não estava ajudando minha familia no momento que tanto precisava. Então em 2019 decidi fazer a fuvest, mais uma vez, para poder voltar para minha cidade, ajudar minha familia e diminuir o gasto comigo. E hoje estou aqui. Não deixo de enfatizar a influencia que a professora Mércia fez em minha vida, me despertando para o campo academico, me ensinando e auxiliando a alcançar meus sonhos.
Screenshot_20200205-173949_WhatsApp - David DiasDavid Dias DiefenteillerEu nasci em Santos, no litoral paulista. Depois de 1 ano do meu nascimento, minha família mudou-se para o Guarujá, em um apartamento confortável mas com vizinhos muito chatos. Fiquei morando lá até os 6 anos de idade. Após saber que minha avó tinha falecido e deixado uma casa de herança pra minha mãe, meus pais viram nisso uma oportunidade pra sair do apartamento. Chegando em São Vicente,nossa nova cidade, eu tive que repetir o primeiro ano do fundamental pois não sabia ler. Nossa família ficou frustrada no momento,mas isso foi fundamental pra mim conhecer as pessoas que me ajudariam a focar nos estudos. Nunca fui um aluno excepcional na escola, mas no 9° ano, chegou um novo professor que era engenheiro civil, e isso mudou a maneira com que eu enxergava os estudos. Até então, eu queria ser biólogo, pois adorava os animais e a matéria biologia, lembro que estudava livros do ensino médio do meu irmão e ajudava ele nessa matéria. Mas quando esse novo professor, chamado Anderson, começou a ensinar matemática e contar histórias de seu trabalho na engenharia,isso fez meus olhos brilhar. Passei a amar as ciências exatas e a pesquisar tudo sobre engenharia. Inclusive via algumas aulas do Possani no YouTube, mesmo sem entender o que ele falava. Após o 9° ano, passei no vestibular da Etec e esse momento foi muito importante pra mim, pois conheci dois amigos muito focados. Desde o primeiro ano do ensino médio a gente estudava junto, fazia um grupo de estudos só nosso. Recordo que o pessoal tirava sarro da gente pois só falávamos de vestibular e estudos. No segundo ano, o meu amigo Eder teve a brilhante ideia de fazer cursinho. Graças a Deus, eu consegui uma bolsa muito boa de um cursinho e fiquei um ano estudando lá, já o Eder fez cursinho em outro lugar. Sempre que falávamos que fazia cursinho no segundo ano ninguém acreditava, e o pior era quem acreditava, pois eu virava o xodó do cursinho. No terceiro ano, minha família passou por uma crise financeira e não pude continuar no cursinho que eu estava,que era o mais acessível da região. Apesar disso, nesse ano eu descobri que existia na cidade de Santos um cursinho popular da POLI, chamado CPVAM. Lá aprendi não só coisas como matemática ou história, mas aprendi também a ter empatia,a enxergar diferentes realidades e a querer ajudar ainda mais a sociedade. Foi um momento muito difícil pra mim, pois meu pai queria que eu trabalhasse pra ajudar minha família e por vezes não me apoiava nos estudos. Mas conforme o tempo foi passando ele começou a entender que uma faculdade poderia abrir muitas portas. Alem disso, eu nao tinha condições de ir de transporte público pro cursinho então ia todo dia de bicicleta da minha cidade até Santos. Era desanimador,pois tinha vezes que chovia e estragava todo o material. Mas mesmo assim, continuei essa jornada e quando o resultado saiu,eu primeiramente não acreditei,pois tinha passado na USP,e em terceiro lugar. Mas quando finalmente a ficha caiu, vi que tudo o que eu passei valeu a pena. Concordo com o uso desse relato.
Diego Peres - Diego PeresDiego Pereira PeresBom, meu nome é Diego Peres, morei praticamente toda minha vida em um dos bairros da periferia do capão redondo, sempre tive a vontade de vencer, vim de uma família humilde mas de princípios lindos, como o de correr atrás daquilo que você quer sem desistir, desde pequeno sofri com algumas complicações (nasci com problemas físicos) e graça aos meus pais e a filosofia de nunca desistir, vencemos ! E na real, cada dia que passa é uma vitória, pois quem diria em uma família com 4 irmãos, pai marceneiro e mãe dona de casa, teria um que passaria nessa tão famosa e nomeada faculdade, tenho para mim que meus pais são as pessoas mais inteligentes do mundo, histórias lindas de superação que gostaria de ouvir todos os dias para me manter vivo. Enfim, o que manteve o sonho de ser engenheiro é que sempre gostei de construir coisas e sempre tive afinidade com matemática (isso não conta muito, visto que na escola que estudei nem aula tinha direito), claro que estou me descobrindo ainda, mas estou adorando. E tenho comigo uma frase que me motiva sempre: "É necessário sempre acreditar que o sonho é possível, que o céu é o limite e você truta é imbatível, que o tempo ruim vai passar é só uma fase, e que o sofrimento alimenta mais a tua coragem !"
IMG_20200111_234143_903 - Felipe de Sousa SilvaFelipe de Sousa SilvaNascido e criado na zona periférica de Barueri - São Paulo, estudei a vida toda em escola pública, meu pai não possui ensino fundamental e minha mãe não possui ensino superior, logo, minha vida acadêmica foi ir para escola e tirar a nota mínima para passar (o que para os meus pais já era suficiente). Logo após concluir o ensino médio, eu exercia trabalho informal e consegui pagar um cursinho particular, foi nesse momento que comecei a me apaixonar pela área de exatas, não sabia o que era a Poli, mas sabia que queria entrar na USP. Não consegui passar de primeira e entrei no Exército Brasileiro para cumprir serviço obrigatório, nesse período consegui juntar dinheiro para pagar cursinho particular mais um ano. Dessa vez tinha certeza que eu ia passar, conheci a Poli e essa passou a ser uma meta. As preocupações eram grandes referentes a instabilidade financeira no meu período de permanecia na universidade, dado que o estudo integral lhe impossibilita de trabalhar, logo, os auxílios financeiros oferecidos pela AEP são de grande importância para manter o foco e a dedicação exclusivamente aos estudos.
20200218_120116 - Felipe DutraFelipe Dutra TeixeiraNasci na cidade de São Paulo mas cresci em Embu Guaçu, uma cidade da grande São Paulo. Estudei em escola pública durante toda a minha infância e adolescência, e desde as primeiras séries eu tentava aprender mais, lia sempre os livros didáticos de ciências naturais e de matemática com grande entusiasmo. Lembro-me de tentar entender o conceito de número complexo na 6°a série do fundamental enquanto meus colegas comemoravam o fato da escola não ter um professor titular de matemática. Desde meus dez anos eu venho repetindo que quero ser engenheiro à minha família e amigos, acho que as coisas inspiraram a almejar essa profissão foram os filmes: Interestelar, Mente brilhante, Jogo de imitação, as séries: Star Trek, os livros de Asimov, o engenheiro Nikola Tesla e ao meu amor por matemática, física e química e a profissão que utiliza esses três pilares da civilização moderna é a engenharia.
WIN_20200404_10_08_50_Pro - Giovanna Jaques CaldeiraGiovanna Jaques CaldeiraNasci e fui criada na Baixada Fluminense, periferia da cidade maravilhosa, o Rio de Janeiro. Minha mãe sempre me incentivou a estudar, sendo a primeira da família a aprender a ler e escrever, ela sabia as portas que a educação abria (apesar de não ter estudado além do Ensino Médio). Então, fazer universidade sempre foi algo almejado em casa, mas nunca imposto. Quanto ao curso, não me recordo o momento que optei por engenharia, sinto como se outro curso nunca tivesse sido, de fato, uma opção. Por fim, a escolha da Poli se deu por todo o apoio que ela - e a USP - oferecem à comunidade estudantil: almoço e janta, atendimento médico, segurança, oportunidade de praticar esportes e, principalmente, o auxilio financeiro. Com a ajuda econômica da USP, não preciso mais trabalhar para contribuir com a renda de casa (minha antiga casa, no Rio) e posso, pela primeira vez, ser apenas uma estudante.
6B605E7E-1FAD-4EF7-8A82-C4E8AB79E3FA - Hellen MoreiraHellen Moreira GeraldoNasci em São Paulo, estudei minha vida toda em escola pública, até o segundo ano na do meu bairro. Sou da Zona Leste e sempre sonhei com a engenharia. Estou no primeiro ano, ainda conhecendo muitas coisas. Mas a rotina é pesada pra quem passa 5h por dia no transporte público.
E3D0F258-AF12-4EBC-AB97-45878F46582A - Henrique do Nascimento SoaresHenrique do Nascimento SoaresMe chamo Henrique, sou aluno do 2º ano de Engenharia Civil. Cresci morando na casa da minh avó, junto com minha mãe e meu tio (sou o primeiro da família a ingressar no ensino superior) e sempre tive destaque com desempenho escolar, sempre em escola pública/estadual. No 6º ano consegui uma bolsa numa escola de ponta, Instituto Germinare, depois de passar pelo processo seletivo deles, e ingressei na primeira turma da escola, onde fiquei até me formar no 3º ano do Ensino Médio. Nesse instituto tive a oportunidade de ter o apoio e incetivo do professor de matemática Eduardo Massao Narihisa, que após o ensino médio, apoiou não só a mim, como outros colegas no cursinho no qual ele é um dos coordenadores. A tão sonhada vaga na Escola Politécnica veio com muita luta, e com a bolsa AEP conseguirei me manter menos preocupado com questões de casa, e ter um melhor aproveitamento das diversas oportunidades que a USP oferece.
20200530_182449 - Kawan NascimentoKawan Nascimento e SilvaEu nasci e morei durante toda minha vida em São Paulo capital. Desde o início dos meus estudos (no infantil III) até o 6° ano do ensino fundamental II, estudei no Colégio Pedra Angular. Já no 7° ano, entrei no Colégio Objetivo Ipiranga (com 80% de bolsa), onde descobri um novo mundo: percebi que meus esforços escolares não acabariam somente em boas notas, mas também havia um extenso Universo das Olimpíadas Científicas. Assim, comecei a assistir diversas aulas avançadas e participar das olimpíadas, e como conquistei 6 medalhas no 7° e 8° ano (como Ouro na Olimpíada Brasileira de Física), ganhei bolsa integral para estudar desde o 9° ano até o fim do ensino médio no Colégio Objetivo Paulista. Assim, devido a excelentes professores nas aulas de Olimpíadas, somados a meus esforços e o apoio imensurárel por parte dos meus pais, ganhei num total de 25 medalhas em Olimpíadas Científicas. Todo esse contato me deselvolveu não só um enorme interesse pela área das exatas, mas também uma incrível vontade em aprender, criar e explorar coisas novas. Desse modo, tenho muito interesse pela área de Engenharia, ainda mais em uma universidade como a POLI, que está entre as melhores do MUNDO.
Captura de Tela 2020-10-19 às 21.36.11Higor Fellipe de Almeida SilvaMeu nome é Higor Silva, tenho 19 anos e até os meus 18 vivi em uma cidade pequena do interior de Pernambuco. Desde criança me interessei por ciências exatas, mas infelizmente não tive muitas oportunidades relacionadas à educação de qualidade em minha cidade, contudo, meus pais sempre me incentivavam a seguir meus sonhos. Cursei o ensino médio em escola pública e no segundo ano conheci um professor de matemática que me apresentou à engenharia e me proporcionou a oportunidade de participar em olimpíadas científicas, naquele ano decidi que iria cursar engenharia, bastava decidir onde. No estado de Pernambuco há um programa denominado "Ganhe o Mundo", onde os melhores alunos de ensino médio do estado ganham bolsa para realizar um semestre de estudos em outro país. Depois de muito esforço e dedicação eu consegui ser selecionado e ir passar um semestre nos estados unidos. Nesse tempo eu cresci muito como pessoa e, além disso, acabei conhecendo algumas pesquisas científicas da Poli que tiveram reconhecimento mundial, depois de pesquisar mais sobre a Poli decidi que esse era o lugar que gostaria de estudar. Porém, eu não consegui passar assim que sai do terceiro ano, mas tive apoio psicológico dos meus pais para tentar mais uma vez. Então no ano seguinte estudei por conta própria para tentar uma vaga na escola politécnica. E com muito esforço consegui conquistar o que eu tanto sonhava. Infelizmente, meus pais têm grande dificuldade financeira em me manter vivendo aqui. Por isso fiquei muito feliz em conhecer a bolsa da AEP, pois se eu for gratificado com tal, meus pais não precisaram passar por tantas dificuldades.
gIsabela Pereira MarigoEstudei em escola pública e fiz o ensino técnico integrado ao médio no Instituto Federal. Durante esse período de três anos, fui bolsista em um projeto de iniciação científica sobre produção de bioetanol e me apaixonei pela temática, que me motivou a prestar engenharia química na USP. Me interesso muito sobre sustentabilidade e reciclagem, e reconheço que a temática ambiental e climática sejam pautas de extrema importância a serem debatidas na sociedade atual. Do ponto de vista do senso comum, o engenheiro tem um perfil totalmente voltado para as áreas exatas e exclui- se a importância das ciências sociais e políticas dentro dessa profissão, e esse ponto também foi extremamente relevância para a minha escolha em fazer engenharia: compreender o papel social do engenheiro, e por meio da técnica e da inovação, tornar o mundo em que vivo, ao mesmo tempo que mais sustentável, menos desigual para a população.
20200618_183103 - Isabella RenolphiIsabella Branco RenolphiEu sou do interior de São Paulo, uma cidade chamada Piedade. Estudei por toda a minha vida em escolas públicas, e no sexto ano, fui medalhista da OBMEP (olimpíada brasileira de matemática) o que me proporcionou fazer um curso de matemática no ano seguinte. Esse curso era bem mais difícil que a escola, no começo eu fui bem mal. Mas com o tempo fui aprendendo a estudar melhor e minhas notas foram melhorando. Resultado: no ano seguinte ganhei uma viagem com tudo pago para um encontro nacional de matemática, em que os melhores alunos do curso eram selecionados. Foi demais, viajei de avião pela primeira vez, sai do meu estado pela primeira vez, conheci gente de cada canto do Brasil reconhecendo realidades muito diferentes da minha e aprendi o valor do esforço. Continuei nas olimpíadas e no ensino médio experimentei de outras matérias. Foi aí que meu gosto por exatas foi se desenvolvendo. Isso foi essencial para que eu conseguisse passar no vestibular, porque minha escola sempre teve muita defasagem no ensino. Optei por engenharia química porque comecei uma pesquisa cientifica na área ambiental no último ano do ensino médio, e gostei muito, por isso quero continuá-la na faculdade.
8753B8C9-3DCD-46DC-A8E0-5C140926B3A6 - Joao Pedro da Silva Araujo SantanaJoao Pedro da Silva Araujo SantanaNasci em Barra do Garças - MT. Estudei sempre em escola pública, desde o ensino fundamental até o ensino médio. Minha motivação de vir para a Poli foi, além do enorme reconhecimento que os cursos têm, a vontade de fazer engenharia em uma universidade pública de qualidade, onde eu posso me especializar em varias áreas e seguir uma carreira científica. Na minha jornada até entrar na Poli, o que mais me motivou foi meu professor de física do ensino médio, pois foi ali que comecei a me apaixonar pela física e toda sua perfeição, e isso me motivou a fazer engenharia pois ela é a aplicação dos fundamentos físicos, e quero entender e aprender como aplicar isso nas mais demasiadas áreas do conhecimento.
Captura de Tela 2020-10-19 às 21.37.10Diogo Almeida Ichiyama JuliãoEu nasci no município de Campinas, interior do estado e fui criado numa cidade vizinha, Sumaré, a minha vida toda. Meus pais me tiveram muito cedo, minha mãe tinha 18 e meu pai 20, por essa razão meus avós sempre me criaram, principalmente depois do divórcio, em que meu pai fora embora de casa e passou a ser cada vez mais ausente na minha vida. Acredito que principalmente por essas razões eu me apeguei muito aos estudos, já que meu avô, o cara quem me criou havia sido uma referência na família por ter se formado em matemática na unicamp com seus 40 anos. Ele sempre me transmitia o seu gosto pelo conhecimento, mesmo depois do seu diagnóstico de alzheimer aos 55 anos, que me deu mais forças ainda para nunca desistir. Em 2015 eu entrei no colégio da unicamp, o Colégio Técnico de Campinas, e lá passei a viver mais próximo do ambiente acadêmico, onde conheci professores fenomenais que alimentaram o meu anseio pelo conhecimento e me mostraram o que era a Escola Politécnica, o que me fez sonhar em entrar nela um dia. Porém, no final do meu 3°ano, por motivos de dificuldades financeiras e de que ainda me faltava um ano para concluir o meu técnico em eletroeletrônica, acabei desistindo de entrar na USP e passei no processo seletivo de estágio na TetraPak Ltda. Permaneci desistente de entrar em uma universidade pública e com o plano de continuar em uma iniciativa privada ganhando a vida como técnico durante o ano de 2018. Isso tudo até que um professor de matemática do colégio, que me conhecia por eu ter sido seu aluno, veio até mim com uma proposta de uma bolsa integral no cursinho em que ele leciona. Após esse acontecimento, repensei a minha vida e decidi aceitar a propósta, uma vez que era a chance de reacender o meu sonho e de finalmente conquistá-lo. Por esse motivo, mesmo que contra a gosto de toda a minha família, tive de pedir demissão e dedicar meus 100% do meu tempo aos estudos. Por conseguinte, em 2020 colhi o resultado de "aprovado" na melhor universidade do país e eu acredito que como qualquer outro calouro ou veterano na USP, venci muitas barreiras para ter a chance de cursar a graduação nesta Universidade. Porém eu ainda tenho mais algumas a superar, uma vez que independentemente da posição social, todos devem ter o mesmo direito de cursar uma universidade pública. Acontece que, para além da determinação de um sistema de seleção de candidatos que se adeque às diferentes condições das diferentes pessoas, auxílio financeiro e apoio de moradia são necessários aos estudantes cuja família não pode mantê-los na cidade de São Paulo, reconhecidamente uma cidade com alto custo de vida. Esse é meu caso. Não tenho o apoio do meu pai, que já não mora comigo há anos e que parou de contribuir com a pensão alimentícia quase que completamente. Desse modo, eu e minha irmã fomos criados unicamente por minha mãe e meus avós, com muito esforço e um salário bastante modesto (menos que um salário mínimo per capita). Essa renda nunca foi além do suficiente e, hoje, ela é com certeza incompatível com uma vida na cidade de São Paulo e, portanto, com minha permanência na instituição. Por enquanto, estou contando com um favor de um amigo, que me cedeu o sofá da sua sala para que eu tivesse a chance de começar a estudar, dado que a minha residência fica a 126km da Escola Politécnica e que outras propostas de moradia temporárias superavam (em muito) meu orçamento previsto.
Captura de Tela 2020-10-19 às 21.37.34Luccas Barsotti Claudino da SilvaOlá, meu nome é Luccas Barsstudos integralmente em escola pública. Sempre otti, tenho 21 anos, nasci na capital de São Paulo e tenho um irmão mais novo. Morei maior parte da minha infância e adolescência em um distrito do extremo leste de SP (pelo menos dizem que lá ainda faz parte de SP. Acho que esqueceram de avisar para a prefeitura sobre isso), iniciando e completando os meus equis estar envolvido com tecnologia, no intuito de ajudar o meu país e tornar o mundo um lugar melhor e mais sustentável, inclusive o meu distrito, que carece da falta de atenção das autoridades. Por isso, engenharia era a minha visão e a Escola Politécnica um sonho, um sonho que, devido à precariedade nos meus estudos, era muito distante e difícil de ser alcançado. Aos 19 anos, fui aprovado no curso de engenharia mecânica de uma outra universidade pública paulista, a qual ficava no interior. Nessa universidade amadureci muito e conheci muitas pessoas legais. Porém a USP, a Escola Politécnica sempre foi um objetivo para mim. No meu segundo ano de curso, decidi prestar vestibular novamente para conseguir uma cadeira na tão prestigiada Poli. Não larguei meus estudos de engenharia e tive que concilia-los com os estudos para o vestibular. Tal situação marcou minha vida, pois foi algo complicado; ambos exigiam muito de mim. Mas não desisti, encarei como um desafio e, em fevereiro, recebi a notícia que havia conseguido uma vaga no curso de engenharia mecatrônica (sim, decidi mudar de curso também, a fim de trabalhar mais com robótica). Fiquei muito feliz, radiante! Finalmente o sonho de poder passear pela Cidade Universitária, não como um visitante, mas como um aluno, tinha se tornado realidade! Hoje, estou no primeiro ano, buscando aproveitar tudo o que a USP e a Poli podem me oferecer. Não é um "mar de rosas", ainda tenho que me adaptar com a distância entre a minha casa e a universidade, além das dificuldades das matérias e o fato do curso ser em tempo de integral, o que acaba me impedindo de conseguir outras fontes de remuneração para me sustentar durante esse período. Entretanto, os enxergo como um desafio e, acredito que isso proporcionará experiências que serão benéficas para o meu pessoal e profissional. Muito obrigado por lerem um pouco da minha história.
kLuiz Henrique Monteiro JuniorOlá, meu nome é Luiz, vim de Salvador onde morava com minha mãe e irmãos. Minha mãe e separada e trabalha como autônoma em um chaveiro. Estudei em um colégio particular do bairro. Após o vestibular passei na Universidade estadual da Bahia em engenharia civil, onde tive uma experiência decepcionante, tanto do ponto de vista estrutural(faltavam professores) como de oportunidades. Porém, com a ajuda de alguns professores específicos, percebi a importância que o estudo teria na minha vida. Após 1 ano de curso, tranquei a faculdade, decidi que queria correr atrás do meu sonho. Que era estudar na melhor faculdade de engenharia que eu tivesse potencial de alcançar, pesquisei e tracei como objetivo a Poli. Fiz o cursinho online Descomplica por 6 meses. No início de 2019 fui aprovado na Poli. Me mantive no primeiro ano em São Paulo com uma quantia que havia economizado dando aulas particulares e como monitor. Neste ano o auxílio e a mentoria garantiriam minha permanência e possibilitariam que eu me dedicasse exclusivamente a Poli.
Foto Retribua - Mariana MendesMariana Mendes LimaNasci em Salvador (BA) e desde pequena fui estimulada pela minha família a sonhar alto, mesmo não tendo condições para isso. Então aos 10 anos fiz meu primeiro "vestibular", um concurso para estudar no Colégio Militar de Salvador. É uma prova bem concorrida e basicamente só passa quem faz cursinho. No primeiro ano de prova meus tios me ajudaram, mas apesar de não ter passado ganhei bolsa no curso por ter ido muito bem. Em 2012 lá estava eu no Colégio Militar, orgulho da família, que abriu um mundo de possibilidades para mim, me permitindo participar de Olimpíadas de Matemática, ganhar medalhas e bolsas de iniciação científica, viajar para apresentar projetos de ciências e aflorar cada vez mais meu interesse pela engenharia. Com a chegada dos vestibulares, mais uma vez veio a necessidade de correr atrás de uma bolsa para estudar em um bom cursinho, conseguir passar na Fuvest e estudar na melhor faculdade de engenharia da América Latina. Além de todo o esforço, se mudar para uma cidade a 2000Km de distância e se acostumar com clima e costumes muito diferentes do habitual ainda fizeram parte do processo seletivo. E agora, ao chegar na tão sonhada Poli e ver de perto tudo que ela pode oferecer, não posso deixar que dificuldades financeiras anulem todo meu esforço.
jMatheus Ribeiro VilelaNasci na cidade de Barueri, na zona oeste da grande São Paulo e estudei minha vida toda em escolas públicas da região. Fazer engenharia foi um sonho de infância que adiquiri por conta de meu padrinho que, na época cursava engenharia mecânica em uma faculdade particular; pesquisei mais sobre a área, quando estava terminando o ensino fundamental, e decidi cursar engenharia civil. Cursei o ensino médio no Instituto Técnico de Barueri, escola que oferece ensino integrado, ou seja, médio e técnico ao mesmo tempo. Fiz meu técnico em edificações, pois se aproximava muito da área da engenharia civil. Depositei sobre o ensino técnico a esperança de arrumar um trabalho na área assim que me formasse para poder pagar um ano de cursinho afim de estudar e entrar em uma universidade pública, porém as coisas não ocorram como planejei, e minha família se virou como pode para me ajudar com as despesas do cursinho. Acredito que todos os professores que tive até o presente momento durante minha vida acadêmica contribuíram de forma imprescindível para que eu chegasse onde, de fato, cheguei. Todos sempre acreditaram em mim e foram peças importantíssimas para montar esse árduo quebra-cabeças que vem sendo, desde sempre, minha vida.
3ed49841-0208-4a0c-a1a5-5ffa23c21592 - Miriam Ribeiro AlvesMiriam Ribeiro AlvesMeu nome é Miriam, tenho 19 anos, nasci em São Paulo-SP e estudei a vida inteira em escola pública. Quando eu estava no ensino médio não fazia a mínima ideia do que era a USP. Eu tive um professor de português, que sempre acreditou muito em mim e no meu potencial de mudar o rumo da minha vida - vida de uma adolescente que estudava numa escola de baixa qualidade da periferia de São Paulo. Ele me apresentou o que é a USP, disse que era uma faculdade para mim e que se eu estudasse mais um pouquinho eu conseguiria estudar nela. Na mesma semana fui a uma palestra de filosofia na FFLCH e me encantei pela beleza da Cidade Universitária. Como sempre amei exatas e dado que eu era ótima em resolver problemas, optei por cursar engenharia na USP. Quando terminei o ensino médio passei na UFSCar, na UNESP, na UNIFESP, na PUC e no Mackenzie, mas não passei na Poli. Fiquei muito decepcionada, mas não desisti: estudei sozinha ao longo de um ano e consegui a tão sonhada vaga. E hoje estou aqui, no meu segundo ano de Engenharia Ambiental, muito feliz no curso! 🙂
8340BE24-B537-43DD-80AC-53B9B5428C2B - Oliver de Noronha RissatoOliver de Noronha RissatoDesde criança sempre gostei de ficar desmontando e montando coisas, sempre me interessei por tecnologia no geral. Quando comecei a crescer em uma feira de profissões fui apresentado a engenharia e na hora eu tive certeza que independente de qual área eu quisesse trabalhar, a engenharia seria o meu curso
Captura de Tela 2020-10-19 às 21.38.04Otavio Augusto Lopes VieiraMeu nome é Otávio, nasci em São Paulo capital mas tive de acompanhar minha mãe em uma mudança para o interior do estado. Estudei meu ensino médio e trabalhei em Itararé-sp, onde me formei e decidi fazer um cursinho pré-vestibular, sempre pensando em ser engenheiro. Fiz 3 anos de curso pré-vestibular e ingressei na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo depois de um bom tempo estudando e trabalhando. A partir do momento que passei na poli, minha vida mudou e hoje posso dizer que o esforço e dedicação que tive para conseguir chegar até me empenha para chegar mais longe.
IMG-20200619-WA0036 - Otavio BarbosaOtavio Porto da Cruz BarbosaNasci no Itaim paulista, bairro da zona leste de são paulo. Sempre estudei em escolas próximas da minha casa, exceto na quinta e sexta série que estudei em um colégio particular, mas por falta de renda tive que sair do colégio e cursei a sétima e oitava série em escola pública. O ensino médio eu cursei no instituto federal de Suzano, onde estudei em período integral o ensino médio integrado ao curso de automação industrial, e pelo contato com esse curso técnico me interessei pela área de elétrica e prestei para engenharia elétrica na poli.
yPietro Luiz Bertolani de MendonçaBom, sou nascido e criado em São Paulo capital. Da minha infância até meu 9º ano estudei em dois colégios de bairro da região interlagos-jabaquara. Ao fim do meu nono ano eu fiz o vestibulinho das Etec’s e entrei na Etec Getulio Vargas para fazer o Ensino Médio Integrado ao Ensino Técnico no curso de Mecatrônica. Na metade do meu 1º ano do ensino médio meu pai faliu, ele atuava na bolsa de valores. Desde então me mudei para Parelheiros e tudo ficou mais complicado. Mas isso não impediu de ir atrás meu sonho: Cursar engenharia. Minha pretensão era ITA ou USP, onde queria, respectivamente, Engenharia Aeronáutica ou Engenharia Mecatrônica. Optei por me dedicar à Poli pois o ambiente e tudo que a usp oferece me encantou. A minha vontade de engenharia vem desde uma palestra de um professor do ita que assisti na feira de profissões do meu colégio em 2011.
tThamiris Nascimento RibeiroEu sou a Thamiris (mas quase todo mundo me chama de Thami), moro em Guarulhos e tenho 19 anos. Meus pais só puderam concluir o ensino médio depois dos 20 anos, então sempre incentivaram eu e minha irmã a estudarmos e fizeram de tudo para que só nos dedicássemos a isso. Assim, cresci valorizando a oportunidade de estudar e com o pensamento de que a educação é uma "arma" transformadora, tanto individual quanto coletivamente. Por ser muito interessada em aprender assuntos novos e tirar sempre notas boas, alguns professores do fundamental me incentivaram a prestar vestibulinhos a fim de ingressar em uma instituição com o ensino mais forte. Em 2016 ingressei no técnico em eletrotécnica integrado ao médio no Instituto Federal de São Paulo - Campus São Paulo. Lá se abriu uma mundo de novas oportunidades para mim. A maioria dos professores que tive eram formados pela USP e tinham título de mestres ou doutores. A partir daí que o sonho impossível de ingressar em uma universidade pública começou a se tornar possível. Sempre fui uma aluna interdisciplinar, então a decisão de curso foi bem difícil. O técnico e o estágio obrigatório foram fundamentais nisso, pois tive aula com muitos engenheiros com experiência na Siemens, Vale, ICOMON, e ter a experiência do mercado de trabalho da engenharia. Esse ano (2020), aquele sonho que um dia foi impossível se tornou realidade e hoje eu estudo na melhor escola de engenharia da América Latina. Devo muito a minha família, principalmente mãe, irmã e avó, e aos meus professores.
cVinicius Negri MachadoSempre estudei em escola pública, e desde o ensino fundamental a matemática foi a área que mais gostei. Até o fim do ensino fundamental me vi rodeado majoritariamente por pessoas que não valorizavam a educação, os estudos. Nunca passei fome nem tive que trabalhar para ter minhas necessidades básicas supridas, no entanto, nunca fui estimulado a me aprofundar nos estudos, estava dentro de uma bolha, um meio social que não valoriza a educação, que a considera meramente uma fase chata da vida. Eu nunca me adequei a tal contexto, e com o fim do ensino fundamental tive a oportunidade de fazer o vestibulinho da ETEC, para cursar o ensino médio junto de um ensino técnico em mecatrônica na ETEC Martin Luther King. Tinha um gosto especial pela matemática e por ciências naturais, então por que não seguir em um ramo da tecnologia? O ensino médio integrado ao técnico (ETIM, como é conhecido) foi uma fase fundamental da minha vida. O contexto social do qual reclamava anteriormente melhorou muito, tendo conhecido diversas pessoas que, como eu, gostavam de estudar, valorizavam o aprendizado. Não tenho dúvidas que hoje estou onde estou graças àquele ambiente, muito mais estimulante do que o de meus anos anteriores de estudante. No começo foi um grande baque, as matérias que outrora dominava agora me assustavam, como a matemática e a física, e o ensino técnico demorava a fazer sentido para mim. No entanto, no segundo ano as coisas mudaram, disciplinas novas que abrangiam eletrônica, instalações elétricas entre outras foram introduzidas, fazendo com que eu passasse a gostar cada vez mais da área. Aprendi a programar Arduino e fiz um projeto em grupo de uma CNC caseira para a feira tecnológica da instituição naquele ano. Entendia cada vez melhor o que queria fazer quando o médio acabasse, e o terceiro ano apenas reforçou este pensamento. Considero que o ano de 2018, quando estava no terceiro ano do médio, foi o ano mais produtivo da minha vida. Me reconciliei com a matemática e a física, disciplinas com as quais havia me desiludido no começo do ensino médio, tendo ganho medalha de prata na olimpíada brasileira de matemática das escolas públicas (OBMEP) e bronze na olimpíada brasileira de robótica (OBR). Foi também o ano do TCC do curso técnico, meu grupo fez uma nova CNC, ampliando muito a profissionalidade com relação ao projeto do ano anterior. Mas não menos importante, aquele também foi o ano em que prestei vestibulares. A primeira surpresa foi descobrir que havia passado na primeira fase da FUVEST sem ter me preparado especificamente para aquela prova, afinal, estava ocupado com o TCC. Fui me preparar para a segunda fase entre o começo de dezembro e o começo de janeiro, época da prova, tendo estudado 100% do tempo em casa, com videoaulas e os cadernos dos 3 anos do ensino médio. Não esperava passar na Poli, mas queria dar o meu melhor naquela prova, afinal, se fizesse de outra forma sabia que me arrependeria pelo resto da vida. O dia 24 de janeiro de 2019 foi provavelmente o mais feliz de minha vida, passei em minha segunda opção de curso, engenharia elétrica. O primeiro ano de Poli foi intenso, como é o costume eu acredito. A instituição cobra muito do aluno, no entanto entendo que esse é um dos fatores que fazem a poli ser tão renomada dentro da América Latina. Os alunos, os professores e os funcionários são, para mim, o bem mais precioso da instituição. Com muito esforço passei pelo primeiro ano sem reprovações. Em 2019 eu posso não ter participado de tantos projetos quanto em 2018, no entanto 2019 foi sem dúvidas o ano em que mais estudei. Agora no segundo ano, tenho o mesmo sentimento de quando estava no segundo ano de meu ensino técnico, cada vez mais entendo que a engenharia elétrica é a área na qual quero seguir, especialmente eletrônica e programação.
WhatsApp Image 2020-06-15 at 08.40.57 - Vinicius Schaedler DaminVinicius Schaedler DaminMeu nome é Vinícius e eu nasci em Toledo/PR. Minha vida inteira estudei em colégios públicos, e mesmo eles não sendo os melhores da cidade, sempre obtive muita ajuda dentro de casa, pois minha mãe e meu pai sempre me diziam e quão importante eram os estudos. Conforme o tempo foi passando percebi que gostava muito de matemática, física e química, logo comecei a pensar no que eu queria trabalhar. Então comecei a ouvir diversas vezes que deveria virar cientista, engenheiro ou médico. Quando chego ao meu ensino médio começo a perceber que queria cursar engenharia na POLI, pois, nossa, estudar na USP e ainda por cima ser na POLI, quem não achava isso o máximo? Minha paixão por descobrir como as coisas funcionavam, como montar e desmontar diversos objetos e como usar conhecimentos teóricos para fazer tudo isso funcionar só foram deixando mais claro que eu tinha certeza que queria cursar engenharia na melhor universidade da América Latina. Porém o caminho não foi fácil, como todo aluno de colégio público sabe, o ensino é defasado e não tem como comparar com colégios particulares ou cursinhos. Assim, com muito esforço e estudando sozinho em casa com apostilas antigas do meu irmão eu consegui passar na Poli. Se eu cheguei aqui tenho certeza que não foi sozinho, obtive a maior ajuda que podia pedir de meus pais, que sempre colocaram meu estudo em primeiro lugar. Além disso não poderia esquecer de ótimos professores e docentes que me ajudaram a traçar meu caminho!
Captura de Tela 2020-10-19 às 21.38.50Vitor dos Santos SilvaNasci em São Paulo, mas sempre morei em Ferraz de Vasconcelos. Meu pai, o principal responsável pela renda da casa, é caminhoneiro autônomo, o que faz com que tenhamos uma renda variável. Independente da variação, nós não teríamos condições de pagar uma faculdade, então foi uma benção muito grande passar na USP. Sempre gostei da área de exatas. Antes de entrar na Poli, fiz um curso técnico em automação industrial no Instituto Federal de Suzano. Esse curso e a escola fizeram com que eu adquirisse muito amor pela área de automação, o que orientou a escolha do meu curso como Engenharia Elétrica. Sou muito grato a Deus e a todas as pessoas que me ajudaram a chegar na Poli, principalmente aos meus pais e meus professores do IFSP, e às pessoas que ajudarão a me manter lá.
Aep-allanAllan Gabriel Oliveira LimaSou de Bauru, interior do estado de SP. Oriundo de uma família humilde, sempre gostei de aprender. Estudando a vida inteira em escolas públicas normais, onde o ensino muita das vezes era deficitário, vi uma chance de mudar minha situação quando prestei o vestibulinho para o Colégio Técnico Industrial (CTI-UNESP) da minha cidade. Lá pude ter uma excelente base no ensino médio e formar-me técnico em informática. Mesmo assim, não foi o suficiente para realizar o meu sonho de entrar na POLI-USP. Sem condições de fazer um cursinho, estudei sozinho em casa através de livros e hoje com a ajuda de Deus, familiares e amigos posso dizer que curso Engenharia numa das mais conceituadas faculdades do mundo. Muito feliz por ter conquistado esse sonho, vieram as dificuldades financeiras de morar em São Paulo. Dificuldades essas que agora estão sendo supridas com a ajuda da AEP e da USP, através de suas bolsas. Com esse apoio estou podendo seguir em frente com a mesma determinação de até agora para conquistar meu diploma e tornar-me um profissional útil para o Brasil. Espero participar de projetos que melhorem a realidade de nossa nação, fazer a diferença na vida das pessoas e um dia retribuir tudo o que está sendo investido em mim.
foto-christian_nazarethChristian de Nazareth TeixeiraDesde pequeno sonho em estudar engenharia, mas cursando o fundamental em escola pública isso parecia cada vez mais distante. Sempre gostei de estudar, então entrei em um cursinho preparatório e consegui aprovação com bolsa 100% no curso técnico de edificações integrado ao médio , sentia que estava cada vez mais próximo da engenharia. Lá tive contato com diversos profissionais e professores da área e deles tive a influência por optar pela Poli, e por essa opção fiz cursinho pré-vestibular e hoje sou aluno do primeiro ano de engenharia civil da Escola Politécnica da USP. Um sonho que se realiza, graças aos apoios que tive durante a vida de amigos, professores e principalmente de familiares. Agora, contar com o apoio da Universidade se torna algo fundamental para uma boa estadia na faculdade.
Daiane-Carolina-Alves-dos-Santos-556x600Daiane Carolina Alves dos SantosEscolher uma profissão é uma das questões mais difíceis durante a adolescência. Sempre tive interesse pela área industrial: acho incrível a imagem de indústrias e como elas transformam matérias primas em produtos que nos cercam todos os dias. Baseada nesse interesse busquei um curso que me encaixasse nessa carreira, depois de muita busca encontrei: Engenharia Química.
douglas-luan-e1503680251547Douglas Luan de SouzaNatural de uma comunidade rural chamada Formoso em Catuji-MG, já foi lavrador, zelador, vendedor e repositor de mercadorias, professor particular, além de, claro, estudante.
foto_emerson_santos-1Emerson Santos SilvaNascido em Santa Luzia- MG, estudou sempre em escolas públicas. Fez curso Técnico em Eletrotécnica com bolsa e trabalhou como eletricista por quase um ano antes de iniciar seus estudos na Universidade Federal de São João Del Rei-UFSJ em Minas Gerais. De lá foi para Ruhr Universität Bochum -Alemanha em intercâmbio acadêmico. Se transferiu para a USP onde cursa Eng. Elétrica com ênfase em Energia e Automação, onde tem a oportunidade única de estudar. Hoje, com bolsa da AEP, é possível a continuidade de seus estudos.
foto_felipe_hiroshi-1Felipe Hiroshi MashibaEstudante do 2º ano do curso de Engenharia Elétrica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Formado no curso técnico integrado ao ensino médio no IFSP – Campus São Paulo na área de eletrônica.
Foto_RetribuaGabriel de Moura MachadoEstudante de engenharia mecatrônica, natural de São José dos Campos, com grande interesse por resoluções de problemas, projetos que interagem com pessoas e trabalho em equipe.
foto_martins_lara-2Lucas Jose Martins de LaraNasci em Limeira, interior de São Paulo, tive por muito tempo o interesse em fazer Astronomia, porém quando entrei na ETEC da minha cidade esse interesse mudou, devido ao curso técnico e ao contato com engenharia que comecei a ter, por causa do PIBIC-EM fornecido pela Unicamp na minha cidade, assim percebi que essa área que realmente me interessava. Então no segundo ano do ensino médio ao receber uma proposta de bolsa de uma escola particular da minha cidade para o terceiro ano, acabei por desistir do curso técnico e me focar nos vestibulares, descobrindo sobre a Escola Politécnica da USP.
mario-e1503680659444Mario Augusto Souza RibeiroMeu interesse pela Engenharia Elétrica surgiu quando cursei um ensino técnico em Automação Industrial na Etec Martin Luther King. Estudei em escola pública e lá não havia muitas informações sobre o que era vestibular. Só descobri o que era a Poli no terceiro ano.
renan-e1503680759899Renan Felipe Bergamaschi de MoraisDe Bariri para a Poli, venho dessa pequena cidade do interior de São Paulo, sempre aluno de escola pública e com família de baixa renda.
Carlos-Daniel-600x600Carlos Daniel de Souza SilvaNasci e fui criado em uma pequena cidade no interior de Minas Gerais chamada Lambari. Sem muitas oportunidades relacionadas a educação de qualidade, me mudei para morar sozinho em uma cidade próxima ainda com 16 anos. Essa mudança foi o primeiro passo em um caminho repleto de adversidades mas de muito aprendizado. Nessa nova etapa, cursei o ensino médio em uma escola técnica federal (Cefet-Mg) onde criei interesse pelos estudos e pela engenharia. Aos poucos, a Poli foi transformando-se em um sonho que – apesar de distante – tornou-se possível por meio de muito esforço e resiliência. Agora, mais do que nunca, me vejo motivado a continuar estudando para trilhar os novos rumos da minha vida. Sem dúvidas, a bolsa e a mentoria promovidas pela AEP contribui e muito para minha permanência na faculdade.
Daniel-SilvaDaniel Silva Lopes da CostaMe chamo Daniel, eu tenho dezoito anos e estudo Engenharia Civil na escola Politécnica. Eu morava em Balsas, uma cidade no interior do maranhão, meu pai é cabeleireiro e minha mãe tem uma mercearia, estudava em uma escola particular com bolsa, a qual ganhei após me destacar em olimpíadas de matemática. Quando decidi vir para São Paulo tive que enfrentar várias obstáculos, sendo o principal deles o financeiro. Onde eu vou morar? Como eu vou me sustentar? Foram perguntas que sempre me atormentaram enquanto eu prestava a Fuvest. Com muito esforço consegui ser aprovado, mas as dificuldades continuaram. Depois de alguns meses de muita dificuldade passei a receber a Bolsa do projeto Retribua que foi essencial para a minha permanência e tranquilidade durante esse primeiro ano letivo.
Dedimar-Dias-do-Val-351x600Dedimar Dias do ValMe chamo Dedimar e curso o 2° ano de Engenharia Mecatrônica. Concluí o ensino médio em uma escola técnica estadual. Apesar da defasagem da escola em ciências exatas, com um ano de estudo focado para o vestibular, consegui a tão sonhada aprovação na Poli.
Everton-Miranda-Labrego-Novo-465x600Everton Miranda Labrego NovoNesse ano passei pela segunda vez na POLI . Meu primeiro ingresso em 2013 foi a maior conquista de toda a minha vida, foram 4 anos de cursinho, trabalhando e estudando.
gabrielGabriel de Sousa BrazOlá, me chamo Gabriel, tenho 19 anos, nasci em São Paulo – SP e sempre estudei em escola pública. Bom, desde criança eu tirava boas notas e por meio das influências dos meus professores tomei conhecimento da USP e da grande oportunidade que seria estudar nela. A partir do 2º ano do ensino médio foquei mais nos vestibulares e estudando por conta própria consegui passar na POLI, o que foi extraordinário para mim, a realização de um dos meus sonhos. Hoje em dia, com o apoio da AEP – tanto financeiro, como com o programa de mentoria – posso focar nos meus estudos e desfrutar melhor da universidade.
Israel-Cubas-PereiraIsrael Cubas PereiraNascido em Jacareí – SP, porém crescido na cidade de Guararema – SP. Toda minha vida escolar foi cursada em instituições públicas, sendo meu ensino fundamental realizado numa escola estadual – E.E. Roberto Feijó – da segunda cidade citada e, por influência dos meus familiares, prestei um vestibular para cursar o ensino médio – apenas o ensino médio, sem técnico – na ETEC Presidente Vargas. Sempre gostei da área tecnológica, da possibilidade de poder criar, entender como funcionam os mecanismos das máquinas, entretanto a clareza para cursar uma graduação em engenharia de uma grande área mecânica demorou a ser
Ivan-Gabriel-Ferreira-DiasIvan Gabriel Ferreira DiasMeu primeiro contato com um computador foi aos 4 anos por meio jogos eletrônicos, e desde então nunca me desvencilhei de nenhuma dessas duas coisas. Minha paixão pelos jogos, seu efeito nas pessoas e seu desenvolvimento levou a buscar a Poli como um lugar não só para construir um arsenal que me tornem um bom desenvolvedor, mas também habilidades de cooperação, liderança e resolução de problemas em um nível que só a Escola Politécnica oferece.
Jessica-Gonsalves-Santos-600x600Jéssica Gonsalves SantosSou estudante de Engenharia Elétrica, em meu segundo ano de curso. Eu conheci a Poli através do Instituto Federal de São Paulo, ao qual ingressei em 2014, no curso técnico em eletrônica integrado ao Ensino Médio, lá pude amadurecer bastante em vários quesitos da minha vida, principalmente o pessoal: através do IF aprendi a enxergar o mundo, as relações interpessoais e o meu (potencial) futuro com olhos totalmente diferentes, com mais sensibilidade, perspectiva e esperança (creio que esse seja um dos principais papéis da educação).
Joshua-Simionato-359x600Joshua De Rezende Aguilar SimionatoMeu nome é Joshua, tenho 23 anos.
Julio-Cesar-Rodrigues-Alves-Paz-490x600Julio Cesar Rodrigues Alves PazJúlio César Rodrigues, 22, sou de uma região humilde da zona norte de São Paulo. Saí do Ensino médio (público) sabendo pouquíssimo sobre as matérias que hoje regem meu curso, Engenharia Mecatrônica, e sem noção nenhuma do que era a Universidade de São Paulo. Um dia uma colega de trabalho, sabendo da minha defasagem, me recomendou o cursinho da Fea-USP e esse foi o primeiro passo pra minha vida mudar. Ao longo do caminho, até a minha aprovação no vestibular, enfrentei diversas dificuldades de aprendizagem e principalmente financeiras que quase me afastaram do meu objetivo que era ingressar na USP. Trabalhar e estudar não é fácil! Mas dedicar-me 100% ao estudo não era uma opção naquele momento, então o plano B foi: trabalhar e conseguir juntar o máximo de dinheiro possível para no próximo ano dedicar-me integralmente ao meu objetivo. Com muito esforço e ajuda dos que estavam ao meu redor a aprovação veio, e com isso fui o primeiro da família a entrar em uma universidade pública. Mas nem tudo estava resolvido, por se tratar de um curso integral não haveria como me manter, nem durante o primeiro semestre, mas graças a bolsa AEP a minha sobrevivência na Escola Politécnica vem se tornado possível e graças ao projeto de mentoria estou conseguindo expandir a minha visão de mundo e projetando novos horizontes.
Marcelo-Kentaro-Funagoshi-600x600Marcelo Kentaro FunagoshiSou estudante do 2º ano do curso de Engenharia de Produção da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Fiz curso técnico de eletrônica integrado ao ensino médio no IFSP – Campus São Paulo. Atualmente participo do Núcleo do Empreendedorismo da USP, onde posso ajudar outros alunos da universidade a se capacitarem e se conectarem com o mercado.
Monaliza-Pinheiro-Souza-433x600Monaliza Pinheiro SouzaMeu nome é Monaliza Pinheiro Souza, tenho 18 anos, estudei minha vida toda em escola pública, e morei sempre em um bairro humilde do município de Guarulhos. Desde criança sempre gostei de estudar, mesmo com dificuldades financeiras meus pais sempre me incentivaram a me dedicar somente aos estudos, toda dificuldade financeira que passei aprendi a dar valor para cada coisa.
Nathalya-Aline-dos-Santos-Rodrigues-da-Silva-474x600Nathalya Aline dos Santos Rodrigues da SilvaApós concluir o ensino fundamental com bolsa integral e se formar no Ensino Médio integrado ao Técnico em Mecatrônica, cursou um semestre de Engenharia Eletrônica na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). De lá, se transferiu para a Escola Politécnica, onde agora cursa o segundo ano de Engenharia Elétrica.
Renan-da-Silva-Sampaio-600x600Renan da Silva SampaioNasci no litoral do Piauí, membro de uma família humilde. Porém, minha mãe sempre se esforçou ao máximo para que eu tivesse uma boa educação. Desde cedo eu sempre tive facilidade com as ciências exatas mas durante o 1° ano do Ensino Médio acabei decidindo que iria prestar vestibular para Engenharia Química. E aí nasceu o sonho de ser politécnico, já que meu pai morava em São Paulo. No final do 3° ano, em 2017, me mudei para a capital paulista e fiz a prova da Fuvest, sem grande êxito. Mas nem por isso desisti do sonho. Em 2018, com muito esforço consegui fazer cursinho. Depois de um ano extremamente cansativo com horas e horas de estudos diárias, fui aprovado em Engenharia de Petróleo na Poli-Santos. Apesar de não ser o curso que eu almejava quando prestei vestibular, acabei me encontrando muito na área e hoje sou apaixonado pelo curso que eu nunca me imaginei fazendo e pela cidade que nunca me imaginei morando. Então, após a aprovação me deparei com mais um dilema: “Como vou me sustentar em Santos?”. A situação financeira da minha família sempre foi complicada, e os primeiros meses em Santos foram um tanto quanto difíceis. Porém graças à AEP, o sonho de ser politécnico está se realizando.
Vinicius-Meneses-SouzaVinicius Meneses SouzaDesde de criança sonhei em trabalhar com algo tecnológico, construir um robô, projetar uma nave, criar um novo tipo de carro… Mas quando olhava para realidade em que estava me questionava muito se isto iria
William-Castro-600x600William de Oliveira CastroDe Jundiaí, interior, estudou o ensino médio em escola pública no período noturno, enquanto estudava mecânica de usinagem na Escola SENAI “Conde Alexandre Siciliano” e trabalhava durante o dia. Trabalhou durante o cursinho para pagá-lo com seu próprio dinheiro. Foi o primeiro da família a entrar em uma universidade pública. Cursou medicina veterinária na UNESP Botucatu, iniciou residência em anestesiologia veterinária no Hospital Veterinário da Faculdade de Medicina e Veterinária e Zootecnia da UNESP Botucatu e, no ano seguinte, trabalhou como veterinário anestesista autônomo. Não tendo se encontrado na profissão de veterinário, decidiu seguir o sonho de fazer engenharia. Estudou em casa por conta própria nos dias em que não trabalhava, e passou na 1ª chamada em Engenharia Mecânica na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.
Daniel Pereira de CarvalhoComecei a gostar de engenharia quando ainda era criança por influência do meu pai que era mecânico de manutenção em uma metalúrgica em Osasco. Após terminar o ensino médio fui cursar Técnico em Eletrotécnica na ETEC, estagiei em um escritório de engenharia no ramo de administração, manutenção e obras em condomínios comerciais, posteriormente fiz Técnico em Automação Industrial no SENAI e passei no concurso do Conselho de Engenharia, CREA-SP, onde trabalhei por 7 anos. Sempre quis fazer engenharia na Poli, mas as circunstâncias foram me levando para outros rumos, até que em um momento de frustração eu tive que fazer uma autoanálise da minha carreira e do que eu realmente queria pra vida, resolvi pedir demissão e seguir meu sonho de ser engenheiro, comprei apostilas de cursinho e estudei sozinho para o vestibular e conquistei a tão sonhada vaga na Escola Politécnica. Gosto muito de viajar e de acampar, principalmente para lugares pouco explorados, e nessas aventuras acabei constantemente entrando em contato com o mar, fato que me ajudou a optar pelo curso de Engenharia Naval. Estou ansioso pra começar a projetar e construir embarcações. Tenho vontade de trabalhar em indústria de transformação. A AEP está sendo fundamental nessa minha nova caminhada, auxiliando financeiramente e com a mentoria, para que eu possa me estabilizar e seguir estudando na Poli até a formação.
Rudah Coutinho AmaralMeu nome é Rudah, tenho 20 anos e sou natural de Nova Friburgo, cidade da serra do estado do Rio de Janeiro. Completei meu ensino médio integrado com curso técnico de informática no CEFET/RJ e fiz um ano de pré-vestibular no Descomplica, uma plataforma de ensino online. Meus pais são trabalhadores autônomos e estão sendo muito prejudicados pela crise atual. Eu não sei até quando eu poderei ter meus gastos aportados por eles, e no momento todo auxílio é bem vindo. Eu não sei se conseguirei continuar estudando na USP sem as bolsas, eu realmente dependo muito delas para permanecer aqui. Eu sempre tive acesso a educação de qualidade que fosse gratuita ou em que eu obtive bolsas. As pessoas investem em meu crescimento como cidadão e futuro trabalhador especializado porque eu dou retorno, eu dou resultados. Foi assim que estive em grandes instituições de ensino durante minha trajetória de vida, e foi dessa maneira que eu realizei o meu grande sonho de passar para a USP. Com a bolsa da AEP eu sei que poderei ir ainda mais longe, que não irei desistir perante as dificuldades do momento. Muito obrigado.
Lemuel dos Passos DiasMe chamo Lemuel dos Passos Dias e esse ano consegui realizar meu sonho de entrar na poli.Sou da zona norte de São Paulo mais especificamente de um bairro chamado Jardim Carumbé,apesar de toda violência presente na vizinhança meus pais sempre me incentivaram a estudar muito.No meu nono ano decidi que iria prestar vestibular para uma escola técnica, então dediquei o meu ano todo estudando e fazendo simulados, e em 2017 recebi a notícia que havia passado no curso técnico de mecatrônica,foi a melhor notícia que já tinha recebido. Quando iniciei o curso, percebi logo de cara que eu tinha nascido para ser engenheiro, e no segundo ano do ensino médio comecei à estudar para o vestibular para estudar na USP, passei quase dois anos me dedicando para a tão sonhada aprovação. Após minha aprovação vi que era necessário mais que apenas dedicação para me manter na universidade,por conta do transporte, alimentação, impressão de trabalhos.Meus pais são separados minha mãe é professora e meu pai aposentado,por essa razão solicito a bolsa da AEP, não somente para conseguir me manter na faculdade mas também para não depender inteiramente de meus pais para manter meu senhor de ser engenheiro.
Larissa de Souza FontesMe chamo Larissa, tenho 18 anos e nasci no Estado de São Paulo. Estudei minha vida toda em escolas públicas e durante meu ensino médio consegui uma vaga no Instituto Federal de São Paulo. Me formei, com muito esforço, em dezembro de 2019 no EM integrado ao técnico em eletrônica e logo em seguida fui aprovada na Poli no curso de Engenharia Mecatrônica. Durante meu ensino médio, que me trouxe uma formação técnica, além do próprio curso, sempre me senti muito instigada e curiosa por todo universo que cercava eletrônica e nesse período me envolvi com diferentes bolsas e projetos nos laboratórios do IF, não só por despertar meu interesse, mas para ajudar na minha infraestrutura. Foi a partir desse contato que soube que queria fazer engenharia. Nem sempre fui a nota 10 nas matérias de exatas e até hoje não vejo nenhum sentido quando vejo pessoas se afastando da engenharia por conta de um suposto "não sou bom" em exatas. De fato não é fácil, mas nunca vi minhas notas medianas em exatas como um impedimento de não ir atrás do meu sonho. Sempre acreditei que o primeiro passo é gostar profundamente de algo, não importa o quanto de tempo você leva para entender ele ou o quão difícil é. O que me coloca em ação é paixão com um misto de curiosidade e a engenharia me causa tudo isso, com direito a alguns arrepios. Apesar de toda paixão e motivação, uma graduação não se completa por si só apenas com isso. Quando olho para os meus companheiros sei o quanto todo acesso que nunca tive me traria uma bagagem muito maior da qual eu disponho hoje. Acho que quando falo sobre todo esse conforto básico que essas pessoas dispõem, parece algo muito distante da minha realidade e eu me esforço muito para que em algum momento eu possa ter uma rotina que exija de mim o mesmo tanto de hoje, mas sem 50% da falta de infraestrutura que tenho.
Leonardo Felipe Rodrigues da RochaNasci na cidade de Botucatu - SP, na Unesp. Durante minha vida toda morei na cidade de São Manuel - SP, pela qual trago muita aprendizagem, experiência e sabedoria. Cursei meu ensino fundamental e médio em escola pública, que no fundamental,diga- se de passagem ,não foi de boa qualidade, porém com as ajudas de meus professores consegui acreditar em mim e na minha capacidade. Uma vez ingressado no ensino médio, começei a ter ansiedade e medo de enfrentar os vestibulares concorridos, como o da Fuvest. Meus professores, pelo qual eu tenho imenso orgulho me ajudaram a vencer esse desafio, tive a oportunidade de conhecer meu professor de matemática que é uma das pessoas que mais admiro, que reconheceu minha habilidade nas ciências exatas e a me propor fazer engenharia, além da ajuda que tive das minhas duas irmãs que fazem engenharia em universidades públicas do Paraná. Com essas pessoas me dando suporte e com a ajuda de pesquisa na internet, decidi prestar engenharia , optando pela escola politécnica da USP, já que é referência mundial no campo da engenharia e tecnologia. Após sair do ensino médio, infelizmente, não consegui passar no vestibular. Comecei a trabalhar em supermercado e estudar em curso online no período noturno, no decorrer desse ano foi momento de esperança, persistência e ao mesmo tempo de desespero. Passado esse ano, consegui ser aprovado em três universidades públicas, fiquei muito feliz com o meu desempenho nas provas, isso me fez acreditar no que meus professores, amigos e familiares me tinham falado quando contei meu sonho a eles, que era nunca desistir e sempre me esforçar para que eu conquistasse esse sonho. Quero parabenizar os colaboradores desse projeto pela solidariedade e de dizer que gostaria de ser contemplado com essa bolsa. Abraços!
Daniel Vitor Pessoa DamiãoNasci no sul de São Paulo, moro no Bairro Chácara Cocaia, em um lugar onde comumente é chamado de Grajaú, mas não é o verdadeiro nome. Estudei a vida inteira em escola pública, qual era perto da minha casa, na E.E Roberto Mange. Quando adolescente, eu não imaginava que futuramente iria estudar engenharia ou algo do tipo, uma das coisas que curtia bastante era computador, acabei procurando aprender sobre ele e consegui usar isso pra ganhar um trocado. Mas, a principal ligação da engenharia com minha vida começou no curso técnico aos 15 anos no Senai Suíço-brasileiro, em Santo Amaro. Esse curso me deu bastante entendimento da profissão e, além disso, experiências de professores e alunos. Os professores me mostravam sua experiências profissionais e os alunos, que alguns eram bem mais velho que eu, me mostravam a experiência de vida que tiveram, o que me mostrou de como eu era uma criança ingênua naquela época. Depois que terminei o ensino médio e o curso técnico, na minha cabeça já estava que eu queria cursar Engenharia Mecânica e na POLI, onde é a melhor graduação do Brasil.
Laura Falcao Castro Nasci no Rio de Janeiro e vim pra São Paulo com apenas 2 anos.Aos 8 anos, meus pais se separaram.Desde então, minha família passa por crises financeiras sucessivas, dependendo muitas vezes da boa vontade dos outros.No Ensino Fundamental, feito em uma escola particular por exemplo, fiz a maior parte dele com bolsa integral e com uma dívida perdoada da instituição; muitas vezes dependi de uma "sesta básica" do meu antigo padrasto. Ingressei no Ensino Médio na Etec Getúlio Vargas.Lá me senti acolhida - não estava mais subjulgada a um ambiente de exclusão anterior da escola privada.Apesar disso, enfrentei muitas dificuldades, já que na maior parte do período em que estudei, não dispunha de internet em casa, e era muito trabalhoso fazer pesquisas e relatórios que me eram cobrados semanalmente. Apesar das anteriores condições, consegui realizar meu curso em tempo hábil, e no ano seguinte, frequentei o Cursinho da poli-USP, que me permitiu ingressar no curso onde estou hoje.Lá, conheci vários professores com quem tive oportunidade de conversar sobre seus cursos (na POLI), e que também form fundamentais pro meu aprendizado pessoal. Minha grande motivação para ingressar na Escola Politécnica, além de seu grande renome, está nas oportunidades existentes nesse ambiente, - meu objetivo é realizar pesquisas que priorizem o desenvolvimento de medidas que possam, a médio e longo prazo, tornar a sociedade mais eficiente e mnos injusta, como por exemplo a questão do saneamento básico no estado de São paulo. Atualmente, minha família está em processo de mudança, justamente por condições financeiras.Na casa atual, não há uma disposição boa para eu permanecer morando lá, e que acredito que possa vir ser um problema posterior que irei enfrentar.
Lucas Pereira da FonsecaEu nasci em Pirai,RJ.Eu estudei em colégio público e sempre quis fazer engenharia na Poli,por causa da grande notoriedade e da disposição a ajudar.Assim como a maioria dos alunos da poli,eu gostava bastante de matematica e essa foi uma das bases para a minha escolha.
Paulo Henrique de Oliveira SantanaOlá, me chamo Paulo Henrique e nasci na cidade de São Paulo. Cresci na periferia e estudei em escola pública. Eu sempre tive um bom desempenho em matérias de exatas e desde quando parei para pensar em o que seria da vida, só conseguia pensar em algo relacionado a exatas, sendo a área que mais me apaixonei foi a engenharia, mais especificamente a engenharia mecânica. Sou filho de nordestinos que cresceram no interior da Bahia e vieram para São Paulo a procura de uma vida melhor. Quando eu recebi a notícia que consegui a minha aprovação na escola politécnica da USP foi uma conquista extraordinária, não só pelo fato de ser uma das melhores universidades, mas também pelo fato de eu ser o primeiro da família a conseguir ingressar em uma universidade pública.
Wesley Lima AlvesEu sou natural de São Paulo, SP, filho de mãe e pai naturais da Paraíba. Minha formação, no ensino fundamental e médio, foi feita inteiramente na rede pública estadual do ensino de São Paulo. Meu ensino fundamental foi na E.E. Ministro Salgado Filho e meu ensino médio foi na E.E. Prof. Dogival Barros Gomes, ambas as escolas situadas na Cidade Ademar. Também tive a oportunidade de fazer 1 ano em um cursinho pre vestibular popular (Cursinho da Poli, não o gratuito fornecido pela poli-usp, mas sim o privado), com mensalidade que girava em torno dos 300 reais, custeado com o dinheiro que havia economizado quando eu trabalhava e, também, com a ajuda promovida pelos meus pais (tive experiência de trabalho, informal, em uma micro empresa de TI aos 14 anos, um trabalho colaborativo e autônomo na área de tele-mensagem, com meu pai, quando tinha 15 anos, e também trabalhei em uma empresa de publicidade e propaganda, que foi meu primeiro emprego na carteira assinada, dos 17 aos 18 anos. Minha inspiração em fazer Engenharia Civil na Poli nasceu ainda na época que eu trabalhava e planejava guardar dinheiro para pagar uma faculdade, quando descobri, pesquisando mensalidades e instituições, que a USP era pública e gratuita. Depois de terminado o ensino médio, em 2014, estudei por conta própria em 2015, no cursinho da poli em 2016 (primeiro ano que fiz a fuvest), por conta própria em 2017, iniciei uma graduação em 2018 pela UNIFESP, que era Licenciatura em Ciências, mas o abandonei no final do primeiro ano (nesse ano eu fiz a fuvest e tinha conseguido passar na lista de espera para cursar engenharia em 2019, que não era a civil. Porém, por um problema na internet de casa, e por estar descrente de que a lista chegaria no meu nome, eu acabei não acompanhando a lista de espera e perdi a vaga). Estudei, novamente, por conta própria em 2019 e consegui entrar na Poli-USP pelo Sisu, na modalidade de cotas para estudantes vindos de escola pública, em 2020. Sobre os professores que me inspiraram, certamente o Prof. Renato Pedrosa, que ministra aulas na Unicamp, e que conheci devido ao curso completo disponível no canal da Univesp no youtube (foi quando me encantei por demonstrações em matemática e pela própria matemática). Também gostei muito do Prof. Denilson Cordeiro, com quem tive aulas em minha passagem pela UNIFESP. Embora suas aulas sejam de Filosofia, e minhas preferências de conhecimento estão no campo das Ciências Exatas/Matemática, eu achei incrível as suas aulas sobre o pensamento cartesiano e como ele foi importante na construção do método cientifico moderno. Também coloco nessa lista de professores importantes para mim, a professora Thaís de matemática, com quem tive aulas no cursinho da poli, e que me ajudou muito a entender análise combinatória. Também agradeço a todos os professores que disponibilizaram aulas no youtube, tais como: Cesar (canal do Nerckie), Prof. Boaro (canal do Canal Física), todos os profs do canal Carecas de Saber e vários outros.
Karen dos Santos GenesioEu nasci na cidade de São Paulo, porém moro desde de pequena em Carapicuíba, zona oeste de São Paulo. Estudei todo o ensino fundamental e médio em escola pública do estado. Durante o período de ensino médio, quando comecei a pensar de forma mais séria o curso que eu queria fazer, pensava em cursar na área de biológicas e sabia que teria que estudar muito para poder entrar em uma universidade pública ou ganhar bolsa de estudos. Quando me formei, tive que trabalhar durante 1 ano para poder pagar um cursinho, e foi no cursinho que descobri que eu tenho muito mais a ver com a área de exatas. Durante essa trajetória, conheci o curso de Engenharia Química e me identifiquei bastante com a área, além disso, surgiu um sonho de cursar na Poli USP, por conta da excelente formação, das diversas oportunidades e também da esperança de futuramente proporcionar uma melhor qualidade de vida para minha família. A minha aprovação foi um sonho realizado, uma superação, um dos melhores momentos da minha vida.
Alexsandra Macedo SampaioNasci em Mauá-SP, filho de nordestinos que sempre priorizaram minha educação apesar das adversidades que enfrentam. Me formei na Escola Estadual Iracema Crem e mesmo sendo uma escola pública de periferia tive professores que acreditaram em mim e me motivaram a tomar gosto pelas ciências. Sempre fui fascinado por física, matemática e pela USP, esse fascínio foi a principal motivação que tive para estudar sozinho e focar no vestibular da fuvest, o qual fiz algumas vezes, até finalmente conseguir entrar nessa escola dos sonhos. Estou ciente do privilégio imenso de poder estudar numa universidade pública tão boa e, por isso, pretendo dar meu máximo em nome de todos os meus colegas do Jardim Miranda e Zaíra que não tiveram a mesma oportunidade. Por fim, sonho em retribuir a minha mãe todo esforço e carinho que ela me deu, tenho certeza que a poli abrirá portas inacreditáveis pra mim.
Joao Vitor Ribeiro de SousaBem, sou de Teresina, Piauí,durante toda minha vida estudei em escola pública e fiz ensino médio-técnico em administração,Eu sempre gostei de exatas,cálculos e ver como foram criadas as fórmulas que usamos hoje ,minhas matérias preferidas sempre foram Química, Matemática e Física pois são áreas que vejo uma grande gama de possiblidades e coisas a descobrir; Uma matéria que admiro muito é a de Fundamentos das Transformações Químicas,sempre gostei de realizar experimentos e atua na área se pesquisar,e ver o quanto extenso são as possiblidades de combinações e recombinações que podemos fazer com à matéria até conseguimos um resultado satisfatório/surpreendente.
Lucas Pereira de AndradeMeu nome é Lucas Pereira, nascido e criado na grande São Paulo e morador do bairro Grajaú. Sempre estudei em escolas públicas e na metade do meu ensino médio conciliei os estudos com meu trabalho de jovem aprendiz, trabalhando no período da manhã/tarde e estudando no período noturno. No ano seguinte após o término do Ensino Médio, continuei trabalhando e como havia acabado de sair do colégio, resolvi fazer um cursinho pré-vestibular para tentar ingressar em uma universidade pública. Desde então, já tinha decidido que cursaria engenharia, mas somente no cursinho eu decidi que tentaria ingressar na Poli por toda a sua história e referência. A partir de então se tornou uma meta - a longo prazo devido a falta de base - ingressar na Escola Politécnica. Não tenho boas lembranças da minha primeira experiência com o cursinho devido a minha falta de base em todas as matérias; enquanto muitos alunos reviam assuntos estudados durante o ensino médio, eu estava tendo o meu primeiro contato, tudo basicamente era novidade. Pelo fato da responsabilidade de ter que ainda trabalhar, eu não tinha tempo de estudar os assuntos abordados em sala e portanto, não consegui naquele ano passar em nenhum vestibular. No ano seguinte, meu contrato de jovem aprendiz chegaria ao fim e eu teria que decidi entre duas opções: aceitar ser efetivado e continuar trabalhando ou abdicar do trabalho para estudar sozinho, já que meus pais não teriam condições de pagar um cursinho e eu não iria trabalhar mais. Resolvi, então, sair do trabalho para poder somente estudar e dedicar todo meu tempo para tirar o atraso que tive durante todo meu período escolar devido ao ensino ruim de escolas públicas (ainda mais, escolas de periferias). Meus pais - com muito esforço - me deram "o luxo" de eu poder só estudar durante três anos para eu conseguir passar na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Foram anos difíceis, mas que no final valeram a pena cada segundo investido e que me permitiram além de passar na FUVEST, me descobrir e me conhecer como pessoa. Hoje, me sinto uma pessoa muito (muito mesmo!) realizada e cada vez mais tenho a certeza de que escolhi a área certa.
Vitor Cazzoto RemigioMe chamo Vitor, nasci em Vitória (ES), estudei em uma escola municipal no ensino fundamental e consegui estudar no Instituto Federal do Espírito Santo durante o ensino médio (integrado com o técnico em Portos), nesse período tive muitos professores que eram formados em engenharia mecânica na matéria de PCM (planejamento, controle e manutenção) e eu sempre perguntava sobre a profissão, pois sempre fui curioso pra saber como as coisas funcionavam e eram feitas, com isso eu comecei a pesquisar sobre universidades, até que achei a USP e descobri que era este lugar que eu iria estudar, por conta do ambiente e das oportunidades oferecidas. Juntei dinheiro com o auxílio alimentação que eu recebia do Ifes para conseguir fazer a Fuvest. A conquista da bolsa da AEP será essencial para minha permanência na USP e melhor proveito da universidade.
Gabriel Soares da SilvaNasci e fui criado em São Bernardo do Campo, São Paulo, onde estudei, durante toda minha vida, em escola pública estadual e tive meu primeiro contato com programação e tecnologia. Meus pais, apesar de não terem tido as mesmas oportunidades que eu, sempre trabalharam e se esfoçaram mais do que o normal para que eu conseguisse dedicar o máximo de tempo possível aos meus estudos. Até o ensino médio eu não sabia exatamente o que eu queria fazer no meu futuro, mas isso mudou quando eu conheci alguns professores, principalmente de ciências da natureza e matemática, que me deram apoio e acreditaram que minha condição financeira não seria um fator determinante na minha busca por um futuro melhor. Foi quando eu decidi que queria trabalhar com tecnologia e inovação e isso influenciou na escolha do curso, logo após procurei locais que me oferecessem condições para estar entre os melhores da área e acabei escolhendo a poli não só pelo ensino, mas pelas inúmeras atividades extracurriculares oferecidas dentro da USP como um todo.
Pedro Henrique Martins de SantiMeu nome é Pedro, tenho 19 anos e sou da zona norte de São Paulo. Eu estudava em uma escola particular com bolsa que consegui pelas minhas notas e por algumas medalhas em olimpíadas científicas. Desde criança gostava de robôs e, com o passar do tempo, fui tomando muito interesse por tecnologia. Comecei a ter gosto por física no ensino médio e em 2017 fui a uma visita à Poli, conheci alguns laboratórios e prédios e fiquei encantado com a escola. Depois do colégio, consegui bolsa integral em um curso pré vestibular e em 2020 consegui realizar o sonho de ingressar na Poli, sendo a primeira pessoa da família a entrar em uma universidade pública. Acho fascinante como é possível sair de uma matéria prima bruta e chegar em uma peça tecnológica como um celular ou um computador, e é por isso que eu escolhi Engenharia da Computação. A bolsa da AEP é muito importante, pois diminuirá a minha preocupação com a manutenção dos meus custos de vida na universidade, de forma que eu não tenha que procurar outra fonte de renda. Isso possibilita minha dedicação exclusiva aos estudos e minha maior participação em grupos de extensão e atividades extracurriculares.
José Glauco da SilvaEstudante de Engenharia Civil, atual Representante Discente no curso e fazendo pesquisa em construção civil. Sem medo de desafios e encontrar novas possibilidades, já trabalhei no McDonald’s, em empresa de Tecnologia e Agência de Turismo, sempre com caráter multidisciplinar.
Marcus Vinicius Correia SilvaNasci na cidade de São Paulo, estudei em escola pública desde sempre e tinha um sonho de entrar na USP mesmo antes de saber o curso que mais me identificaria, devido a boa reputação e o alto reconhecimento da universidade pela sociedade. Sempre fiquei impressionado com a grandiosidade e complexidade de algumas coisas, como pontes, túneis, prédios, aeroportos, e isso me motivou a pesquisar muito sobre isso. Com o passar do tempo e conforme minha visão de mundo foi aumentando, cheguei a conclusão que queria ser engenheiro civil. Então comecei a pesquisar sobre o curso e conheci a Escola Politécnica. Conforme pesquisava sobre o curso de engenharia na POLI, me sentia cada vez mais motivado e impressionado com a importância da escola na parte estrutural e política do estado de São Paulo, principalmente. Importância estrutural: através das obras que ajudaram e ajudam no desenvolvimento do estado (prédios históricos e obras de infra-estrutura em geral). Importância política: através dos alunos que se destacaram e assumiram ou assumem os cargos mais importantes da sociedade (governadores, prefeitos, deputados, CEOs, reitores). Apesar de muitas dificuldades, hoje tenho o orgulho de fazer parte de toda essa história. Entendo a responsabilidade e a importância de continuar esse legado.
Robert Wagner Silva FilhoTenho 23 anos, sou natural de Santos, terminei o ensino médio pelo certificado do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), servi no corpo de fuzileiros navais da marinha do Brasil. Sou da engenharia civil, sempre foi um sonho estudar na poli, felizmente consegui passar na fuvest estudando sozinho e hoje sou muito grato por ter a oportunidade de fazer parte desse programa.